A reação óbvia ao modelo globalista

Os analistas a favor da globalização não cogitam que essa onda antiglobalização talvez não seja contra a globalização em si, mas contra o modelo globalista implantado.

Até porque as pessoas não tem nenhum problema em participar de um mercado globalizado, de comprar produtos estrangeiros ou de ver os produtos do seu próprio país concorrendo com produtos de fora. O que elas não gostam é de perceber que esses mesmos concorrentes estrangeiros possuem vantagens e privilégios que os empresários de seu país não têm.

Pois são elas que sentem mais o peso de um modelo de globalização que privilegia, de um lado, as grandes corporações e de outro governos ditatoriais, como a China. São elas que veem o emprego se tornar escasso porque os pequenos e médios empresários de seu país, que são aqueles que poderiam lhes oferecer oportunidades de trabalho, não conseguem competir.

Os liberais adoram falar em liberdade econômica em escala global, mas têm dificuldade de perceber que, na prática, para essa corrida ser justa, todos os países deveriam praticar as mesmas regras, não apenas econômicas, mas tributárias e trabalhistas. O que ocorre, porém, é que algumas nações levam vantagem por não exigirem, nem de perto, das empresas que se instalam em seu território, as obrigações que outros países exigem. 

Depois, quando a classe média, os trabalhadores e os pequenos empresários começam a se levantar contra esse modelo, requerendo a retomada de sua nação e até, em alguns casos, se manifestando com nacionalismo exacerbado, os entusiastas liberais se mostram surpresos.

Se há, portanto, uma onda nacionalista no mundo ocidental, não adianta tentar encontrar aí alguma reminiscência de fascismos anteriores ou de radicalismos exclusivistas. O que está acontecendo é apenas uma reação óbvia a uma imposição que, apesar das promessas de prosperidade a todos, tornou grande parte das pessoas mais pobres.

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A universidade é mesmo necessária?

A universidade é mesmo necessária? É válido o sacrifício de deixar boa parte das próprias economias e muito do suor e energia para algo que promete abrir as portas do mundo inteiro, mas entrega muito menos até daquilo que seria sua obrigação?

Há tempos, ao menos no Brasil, a universidade deixou de ser o principal local de difusão do conhecimento. Aquela ideia da academia, onde se encontram os gênios e de onde sai a elite pensante de um país, se tornou apenas um símbolo, uma intenção, mas que já não representa, de maneira alguma, a realidade.

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A violência da cultura do ressentimento

Desenvolveu-se a ideia da vingança, do suposto resgate histórico, que coloca as minorias em conflito com o que dizem ser a maioria opressora. Nisto, toda ação contra os representantes dessa maioria não é mais vista como crime, mas justificada pelo débito que afirmam existir.

Isso foi criado por uma cultura de ressentimento que, longe de fazer nascer direitos, conciliação e consciência, como é prometido, apenas frutifica um ódio que acaba por acobertar qualquer violência praticada contra os tipos representantes da suposta maioria. Não é por acaso que os crimes cometidos contra brancos e cristãos são tratados com desdém.

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A revolta juvenil de um hemisfério desorientado

O cristianismo deu à luz a cultura que pariu a sociedade que rejeita, como um adolescente revoltado, seus próprios pais. Foi de dentro da cultura cristã que nasceram as ideias que tentam, até hoje, e cada vez com mais afinco, mostrar que o cristianismo não foi tão importante e, pelo contrário, representa o que há de obscurantista e atrasado.

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A leviandade dos atuais teólogos protestantes

palestraTeólogos protestantes, por conta da liberdade que possuem, principalmente como consequência do princípio reformado da livre análise das Escrituras, muitas vezes ultrapassam a linha do bom senso e acabam criando verdadeiras deformidades hermenêuticas.

Como no caso do badalado pastor Ed René Kivitz que, replicando uma ideia que surgiu em outros meios protestantes estrangeiros, conseguiu enxergar uma conversa com conotação maliciosa, típica de filmes pornô amadores, entre Cristo e a samaritana, muitos outros teólogos arriscam-se em interpretações bíblicas bastante heterodoxas, não sentindo nenhum pudor em expô-las mesmo diante de um grande público.

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