A natureza do imperialismo moderno

O projeto da Nova Ordem Mundial não é uma novidade. Não é algo das últimas décadas. Na verdade, desde o século XIX, quando surgiram os primeiros milionários monopolistas, a ideia de dominar o mundo povoa a cabeça desse gente. Sempre houve projetos para dominar o mundo, mas, pela primeira vez, ele não vinha de uma casta com autoridade real. Os antigos sonhos imperialistas foram projetos de monarcas. Dessa vez, porém, o projeto de império não estava baseado no poder da coroa, mas em uma autoridade invisível: o dinheiro.

As pretensões imperiais anteriores eram sonhos de conquistas territoriais. Os antigos dominadores tinham como objetivo a subjugação de territórios. Cada conquista, cada país, cada povo era conquistado um de cada vez.

Os globalista atuais, no entanto, têm a possibilidade de ir até os confins do mundo com os seus tentáculos. O domínio que eles exercem não é mais meramente físico, mas, por ser uma sujeição econômica, tem o poder de alcançar o mundo inteiro ao mesmo tempo.

O projeto da Nova Ordem Mundial, como nós conhecemos, só é possível porque o mundo deixou de estar baseado no poder da terra e no poder do cetro e passou a ser regido pelo poder do dinheiro. É por isso que as pessoas acabam acreditando que os globalistas são capitalistas meramente. Assim, confundem o projeto da Nova Ordem Mundial com o próprio capitalismo, o que é um erro.

Na verdade, os homens que pretendem ser os senhores deste mundo apenas são os imperialistas de nosso tempo, da mesma maneira que houve imperialistas no passado. O que os diferencia é meramente a forma desse imperialismo, que, por causa dos instrumentos disponíveis e da natureza do domínio, o torna mais amplo e ainda mais cruel.

Os instrumentos modernos oferecem para o projeto globalista possibilidades que nenhum imperador antigo jamais sonhou. Eles têm nas mãos deles formas de domínio que os tornam tão poderosos que, no passado, seriam considerados deuses.

(Nos próximos textos falarei sobre essas armas)

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