Acreditar na possibilidade socialista é sintoma de uma enfermidade

Muitos defendem o socialismo porque o imaginam do seu jeito. Se iludem com uma ideia utópica, inalcançável, impossível e infernal, acreditando, sinceramente, em um mundo perfeito. Falam em igualdade, ignorando que onde se tentou implantar o comunismo apenas a miséria fora distribuída igualitariamente. Falam em fraternidade, se esquecendo que nos países controlados pelos partidões o mais comum foram os expurgos. Falam em liberdade, apagando da histórias os Gulags e os campos de concentração promovidos pelos revolucionários.

Acabo concluindo que o socialismo é uma forma de doença que se instala no cérebro de algumas pessoas, tornando-as estúpidas e provocando um tipo de amnésia. Tal enfermidade é tão séria e devastadora que o acometido por ela é capaz de jurar, de pés juntos, que defende uma forma de busca de um paraíso na terra, enquanto diante de seus olhos o que o sistema que defende provoca é apenas tragédia e destruição.

Ainda que se os desafie a mostrar onde e quando a experiência socialista fora bem sucedida, continuarão se apegando aos seus sonhos revolucionários, acreditando que tudo de mal que aconteceu foi porque o verdadeiro socialismo não fora implantado. Esperam, como a um messias prometido, um governo comunista que, finalmente, coloque em prática a verdadeira ideologia e, finalmente, transforme todas as mazelas em um mundo perfeito.

E testemunhar tantas pessoas que se dizem intelectuais assaltadas por tamanha imbecilidade, só me faz concluir que o problema não é cognitivo, nem cultural, mas psicológico. Há algo na cabeça desses pobres tolos que os impede de perceber aquilo que é cristalino, que é óbvio.

E nem adianta, por exemplo, apresentar este texto para um deles. A reação é padrão: enxergam apenas uma manifestação reacionária, intolerante e radical. Não são capazes de parar alguns segundos e, honestamente, se perguntar: será que não estou insistindo em algo que não existe?

 

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