A extinção dos antigos formadores de opinião

Cada vez menos os emitidores de opiniões presentes na grande mídia têm influência sobre o restante da sociedade.

Ouvi-los falando sobre os mais diversos assuntos, sobre os quais, na maioria das vezes, não entendem nada, é quase como que assistir suas peças de ficção: é uma mera experiência de observação, que não levamos em conta para além das portas do teatro.

De alguma maneira, na internet as pessoas encontraram aqueles que possuem uma visão de vida semelhante a delas e puderam com isso se libertar do palavrório falso e irritante daqueles que, até aqui, tinham o monopólio do discurso.

Hoje, esses pretensos intelectuais formadores de opinião estão se transformando em uma espécie exótica, que pode até servir para divertir as pessoas, mas, cada vez menos, o que dizem pode ser levado em conta seriamente.

E o mais interessante disso tudo é que, como animais que percebem o perigo que ronda a sua espécie ficam, a cada dia, mais ariscos, mais propensos a se afastar do perigo que representa a civilização verdadeira, fechando-se em seus bandos, alimentado-se e protegendo-se mutuamente, lutando desesperadamente contra sua própria extinção.

Deixemos, portanto, que vivam de suas próprias migalhas, mas não joguemos comida aos animais, nem permitamos que usem do dinheiro que arrecadam de nós para sustentá-los.

Jornalistas problematizadores

Não é mais segredo para ninguém que o jornalismo está infestado de militantes ideológicos. Talvez seja a área onde houve maior infiltração de socialistas de todo tipo. No entanto, para que seus objetivos ideológicos sejam alcançados, essa condição não pode ser escancarada, porque a credibilidade é o grande trunfo do jornalismo.

E apesar da mídia estar colocando os pés pela mãos, deixando cada vez mais evidente todo o seu viés político, ainda tenta, de alguma maneira, não deixar transparecer toda sua parcialidade e más intenções. Para isso, os jornalistas descobriram um jeito de tentar espalhar os seus delírios, sem mostrar que são eles que os estão promovendo.

O método é este: identificam um fato cotidiano qualquer, ainda que irrelevante, e o “problematizam”, afirmando que algumas pessoas estão inconformadas com tal atitude. Seja o cabelo alisado da atriz negra ou o sovaco depilado da Mulher-Maravilha, tudo vira motivo para levantar um problema que não existe e uma discussão que ninguém se importa.

Fazendo isso, porém, esses jornalistas conseguem, ao mesmo tempo, levantar bandeiras que eram ignoradas por conta de sua irrelevância e angariar mais adeptos idiotas que se identifiquem com suas demandas inúteis.

E o melhor de tudo, para eles, é que não são eles que aparecem como os problematizadores da vez, mas, sim, algum grupo obscuro de pessoas, que ninguém viu, que ninguém sabe onde está e que ninguém jamais ouviu falar.

Portanto, preste atenção em tudo isso da próxima vez que uma matéria jornalística afirmar qual será a próxima tendência ou querer dizer que alguma atitude é contestada. Tenha certeza que tudo não passa de um truque muito bem articulado.

Os velhos formadores de opinião já não influenciam mais

Tenho lido que a maior emissora de tv do país tem perdido, cada vez mais, sua audiência. E não é só isso, são números conhecidos aqueles que se referem à queda brusca que a mídia impressa tem sentido na venda de seus jornais. Parece que os velhos líderes de audiência estão perdendo seu posto.

É notório que as pessoas que dirigem essas mídias não refletem exatamente a cabeça do cidadão comum. Eles são vanguardistas, são sempre mais libertinos, sempre mais avançados. Só que, até aqui, eles estavam acostumados a ser a referência pensante, os determinadores da moda, de como as pessoas deveriam se comportar e como agir.

O problema, para eles, é que com o advento da internet, as pessoas descobriram que essas “cabeças pensantes” não eram as únicas e que haviam outras que refletiam muito melhor aquilo que elas mesmo pensavam. Os velhos “formadores de opinião”, tão acostumados a serem os únicos, sofrem agora com a concorrência de gente que aparece do nada e começa a fazer a cabeça da galera.

Na verdade, a velha guarda está sendo desmascarada. As pessoas já perceberam que o que eles dizem não corresponde a uma verdade absoluta e que, enquanto eles apresentam uma ideia, existem centenas e outras pessoas dizendo o contrário.

Então, como esses antigos influenciadores não sabem pensar de outra maneira, pois já estão completamente corrompidos com sua própria estupidez, só lhes resta espernear contra a rebeldia do povo, que não aceita mais se submeter aos devaneios alucinógenos de intelectuais caquéticos e cada vez menos se interessa por consumir suas bostas enlatadas.