Fábricas de militantes

O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – é o sistema de manipulação de mentes mais abjeto e canalha que existe.

Com a desculpa de ser um avaliador e selecionador dos alunos para o ingresso nas universidades, na verdade ele serve como um filtro ideológico para elas.

Pior ainda, o ENEM se transformou em um verdadeiro modelador das mentes dos alunos do ensino médio.

Isso porque os conteúdos a serem oferecidos nas escolas de ensino médio precisam preparar esses alunos para que eles obtenham sucesso na prova do ENEM.

Se, portanto, essa prova possui um viés ideológico muito definido (como é o caso do ENEM), as escolas precisam, desde cedo, formatar a mentalidade de seus alunos para que eles pensem de acordo com esse viés ideológico.

Sendo assim, essas escolas, ao ajustarem seus currículos às exigências ideológicas das provas do ENEM, acabam, elas mesmas, transformando-se em verdadeiras fábricas de pequenos militantes ideológicos.

Cumpre-se, assim, o verdadeiro objetivo da existência desse exame.

A morte da ideologia

As ideologias estão morrendo.

Porque elas vivem da mentira, e não se sustentam em um mundo onde há liberdade de opinião e onde as ideias correm livremente.

Isso porque toda ideologia, para sobreviver, precisa negar a realidade e controlar as as narrativas, de maneira que suas fantasias sejam suportadas. 

Quando, porém, as ideias e as opiniões vivem soltas, como tem acontecido em nossa era digital, o controle das narrativas se torna impossível

Uma mentira é desmentida quase que imediatamente; 

Ninguém mais é o dono da versão oficial.

É por isso que as ideologias estão morrendo.

Elas sempre viveram de manipular as pessoas, contando suas mentiras e vendendo suas ilusões.

Agora, isso não funciona mais.

A democracia como eles a entendem

Causa confusão ver petistas falando em defesa da democracia quando sabemos que as atitudes do partido, há muito, já provaram que esse modelo de governo não é o seu preferido. Ainda assim, parece que há até uma certa obsessão no uso dessa palavra, principalmente se for para acusar os adversários de atentarem contra ela, como se aqueles que a proferem – no caso,  petistas – fossem seus verdadeiros guardiões.

Petistas são marxistas-leninistas e estes, historicamente, nunca foram muito afeiçoados à democracia. 

Então, por que insistem em referir-se a ela como se fosse seu baluarte? É que democracia, na concepção marxista, está longe de ser a ideia, que a maioria das pessoas possuem, de um governo de todos. Para os marxistas, existe apenas a democracia do partido. Na época da revolução bolchevique, isso incluía todos aqueles que participassem ativa e favoravelmente da revolução, de líderes partidários a proletários – se bem que gradual e rapidamente estes últimos foram perdendo voz dentro do movimento, até ele se transformar em uma verdadeira ditadura, com Stalin. Hoje, o conceito permanece o mesmo, ainda que os personagens tenham sido adaptados. Agora, não são os proletários, mas os grupos de apoio, como os coletivos de minorias e as ongs afiliadas, a participarem dessa democracia partidária.

Logo, para o petista, democracia significa nada mais do que o direito dos membros ligados ao partido e aos grupos de apoiadores participarem das deliberações em relação às ações e direcionamentos políticos a serem tomados. A democracia como eles entendem é apenas interna – e, ainda assim, geralmente teórica e aparente. Dessa maneira, quem não colabora com o partido, quem não concorda com sua política e mesmo quem é indiferente a ele está fora dessa concepção democrática. Democracia, para petistas, significa meramente o modelo de ditadura coletiva a ser implantada.

Com isso, fica mais fácil entender as palavras de Jacques Wagner, coordenador da campanha do Partido dos Trabalhadores, que afirmou que o problema, para eles, era ter que “jogar o jogo com as regras deles” – referindo-se obviamente aos sistema democrático-eleitoral brasileiro. Também esclarece muito sobre a afirmação do candidato petista derrotado na corrida presidencial, Fernando Haddad, quando ele diz, em seu discurso, sobre uma “DEMOCRACIA COMO NÓS A ENTENDEMOS”. Nesta, você, que não concorda com ele, nem com as ideias esquerdistas, está fora, sem direito a dar qualquer palpite nos rumos do país.

Por isso, todos nós, que não concordamos com eles, somos, para eles, uma ameaça à democracia. Porém, ressalte-se: à democracia como eles a entendem.

Sobre a necessidade dos debates eleitorais

Não há pior maneira de entender o pensamento de alguém senão por meio de um debate. Quem já assistiu algum destes sabe muito bem que, geralmente, não passam de algumas horas enfadonhas de tentativas, quase sempre infrutíferas, de marcar presença, seja com uma frase de efeito, um pensamento memorável, uma piadinha bem colocada ou uma intervenção pontual marcante. O que os debates conseguem oferecer são, no máximo, alguns poucos momentos a ser recordados e muitos outros completamente dispensáveis.

O fato é que debates, quase sempre, são inúteis. Se o objetivo, como costuma se alegar, é conhecer melhor as propostas dos candidatos e entender mais profundamente seus planos de governo, o debate é o pior modelo possível a ser escolhido.

Isso porque em debates o que prevalece é o jogo retórico. As partes disputantes têm como objetivo primeiro a vitória, por consequência, a imposição da derrota do adversário. E quando alguém busca a vitória, não é a exposição detalhada de si mesmo(de seus pensamentos e planos) que aparecerá, mas atalhos retóricos que sirvam para desmoralizar ou desqualificar o oponente.

O que se forma em um ambiente de debate é a disputa, uma guerra retórica. E nesse clima não há espaço para o detalhamento de nada. São apenas acusações, perguntas com o intuito de confundir, frases de efeito e muita, muita enrolação, com números, estatísticas e dados que não dizem nada – mas servem muito bem para esconder os assuntos de fundo.

Além disso, o formato proposto nos debates atuais não permite qualquer tipo de aprofundamento. O tempo é exíguo e não há espaço para a apresentação de nada além de ideias gerais.

Por isso, insistir que os debates são essenciais para o processo democrático é pura balela. Pelo contrário, comparado com as formas de comunicação existentes hoje em dia, esses debates são completamente dispensáveis. São apenas resquícios de um tempo antigo, quando a tv era a única forma de comunicação em massa.

Com a internet, na verdade, não há mais nenhuma necessidade que candidatos se enfrentem no modelo de debates como foram feitos nos últimos trinta anos. Hoje, esses candidatos têm a oportunidade de falar diretamente com o público – sem filtros e sem pegadinhas. Além disso, podem explorar os assuntos a ser expostos sem qualquer restrição de tempo.

Essas formas novas de comunicação são, no fim das contas, o sonho democrático. Aquilo que era feito na ágora, com a elite pensante grega, que passou a ser replicado nas câmaras de representantes desde a Roma Antiga até os nossos dias, agora, de alguma maneira, pode envolver todo mundo. Se esse é o ideal da democracia, ou seja, um governo com a participação de todos, então a internet é o instrumento que permite isso.

Quem diz, portanto, que os debates de tv são essenciais para a democracia ainda não entendeu – ou finge não entender – que os tempos mudaram. Agora, nós, o povo, não precisamos mais de intermediários para ter acesso aos nossos representantes. Não é preciso mais editores, âncoras e mediadores para levar até eles nossas perguntas. Também não precisamos mais de empresas de mídia para nos mostrarem esses políticos. 

Agora, que eles venham até nós. Que eles aprendam a falar conosco diretamente. E que nós os julguemos segundo a verdade que eles nos transmitam. Se todos os lados precisam aprender a usar esses novos instrumentos de maneira plena é outra questão.

O fato é que vivemos um novo tempo para a  comunicação política e quem não se adaptar a ele, certamente, morrerá.

Amigos envergonhados do rei

Não se enganem! Entre estes que dizem que não votam em nenhum dos dois candidatos na disputa eleitoral, boa parte é formada por gente que gostaria muito de votar no PT. São empresários, artistas e políticos que somente não declaram seu apoio à organização criminosa porque isso não é bom diante da opinião pública.

No entanto, eu não me iludo quanto à mentalidade desses partidários do isentismo. Sei bem quem eles são e como se acostumaram ao conluio com o poder e ao aproveitamento das benesses do Estado em favor de seus negócios e atividades. Repito: eles apenas não estão declarando seu apoio ao PT por falta de clima favorável para isso.

Por acaso, alguém duvida que mamadores de empréstimos generosos do BNDES, aproveitadores das facilidades da Lei Rouanet, beneficiários de anistias fiscais personalizadas e amigos do rei, que são protegidos pelo governo contra os riscos do livre mercado, gostariam que o sistema mudasse tão bruscamente de direção? Vocês acham que gente que ganhou tanto nos anos de direção petista está à vontade com um próximo governo que está prometendo acabar com os privilégios e estimular a concorrência?

Eles não declaram seu apoio ao PT porque não pega bem, mas, se pudessem, assim fariam, porque o problema deles não é com a política petista. Pode ser que eles se incomodem, um pouco, com a roubalheira da quadrilha, afinal, ninguém gosta de ver seu nome vinculado a bandido. No entanto, é certo que as benesses que eles sempre tiveram por meio desse partido é algo que, certamente, não gostariam perder.

Ideologia de ocasião

Há quem ainda se surpreenda com a repentina mudança de discurso de Fernando Haddad, que anda incluindo, em suas promessas, bandeiras que historicamente nunca foram próprias de seu partido. Há quem ache estranho essa repentina mudança de tom, que se apresenta em dissonância com o próprio plano de governo do PT e com as próprias palavras do candidato até alguns dias atrás.‬

‪Mas, realmente, não há com o que se surpreender. Na verdade, as pessoas precisam aprender, de uma vez por todas, que comunismo não é uma ideologia, no sentido de ser uma doutrina rígida, à qual seu adeptos se apegam de maneira inflexível, ainda que isso lhes acarrete algum prejuízo. Não! Comunismo não é isso. Comunismo é, de fato, e tão somente, um projeto de poder. ‬

‪E qual é o papel, então, da ideologia nesse projeto de poder? A ideologia existe única e exclusivamente para permitir que os comunistas acessem, permaneçam e fortaleçam-se no poder. Toda a ideologia comunista existe para perpetuar um grupo no controle da sociedade.‬

Por isso, nada impede o comunista de mudar seu discurso se isso for lhe ajudar a obter o poder. Foi assim, em 1921, quando Lenin percebeu que a aplicação da ideologia estava levando a economia russa à ruína. O líder bolchevique, naquela ocasião, não teve problema algum em suspender o marxismo no país para permitir que o capitalismo voltasse a ser praticado livremente. Assim, ele evitou que os comunistas perdessem o poder – pois isso era o mais importante – ainda que às custas de qualquer ortodoxia teórica.‬

‪Saiba, portanto, que o PT, sendo um partido declaradamente comunista, é capaz de vender a própria alma para estar no poder. Não me surpreenderia que seus membros e seu candidato passassem a defender ideias contrárias àquelas que eles mesmos sempre defenderam, como o armamento da população, a redução de impostos, o endurecimento da repressão contra o crime, apenas para angariar os votos que lhes permita voltar ao poder.‬

‪Por isso, não ouçam promessas de petistas – elas não valem absolutamente nada.

Comunicação conservadora e o povo

O conservadorismo está aprendendo a falar com o povo e isso está fazendo uma diferença sensível na política atual.

O conservador, que é historicamente mais preocupado com as razões do seu próprio discurso, está começando a entender que o homem comum – aquele que realmente representa a opinião pública e define qualquer eleição – é sintético. A maneira dele pensar é resumida. Ele não se detém aos detalhes do processo de compreensão do que quer que seja. O homem comum simplesmente, sabe. Não sabe bem porque sabe, mas sabe.

E apesar do que isso pode parecer, essa forma de pensar do homem comum não significa necessariamente que suas opiniões sejam equivocadas. Pelo contrário, mesmo sem saber as razões de seu conhecimento, muitas vezes o que o homem comum pensa reflete a verdade.

Quando, portanto, há a batalha de discursos, típica dos embates políticos, o homem comum tende a assumir com mais naturalidade as narrativas mais verdadeiras. Se, porém, durante tanto tempo, ele foi enganado por discursos mentirosos, é porque quem falava de maneira que ele compreendesse era mentiroso e quem, de fato, detinha a verdade, não sabia se comunicar com ele.

Porém, isso vem mudando. O discurso político conservador vem aprendendo que quem quer falar com o povo não deve se preocupar demais com a exposição dos detalhes. Quem faz isso, dificilmente é compreendido. O conservador está começando a entender que uma comunicação eficaz com a gente comum se apresenta por meio do símbolo reduzido a uma imagem, uma expressão ou uma frase.

Os esquerdistas vinham dominando a retórica política porque se tornaram mestres nesse tipo de comunicação. Tanto que, como nós temos testemunhado nestas eleições, eles não têm nenhum problema de imputar aos seus adversários meros adjetivos, por meio de expressões como homofóbico, racista, nazista, misógino, ou fazer uso de simples slogans, como ele não, ele nunca entre outros do mesmo tipo.

Os conservadores, por outro lado, sempre tiveram um certo pudor quanto ao uso desse tipo de linguagem, porque sempre acreditaram que ela não é um tipo de comunicação exatamente honesta.

O problema é que esse tipo de linguagem é o único compreendido pelas pessoas simples e, portanto, quem quiser falar, de maneira a ser compreendido por elas, precisa aderir a essa forma de se expressar.

Por isso, se o conservador quiser realmente tocar o coração do povo e iniciá-lo na verdade dos fatos não pode, na guerra política dos discursos, ter excesso de cuidados com o uso de expressões sintéticas como comunista, ladrão, kit gay, abortista etc. Se essas são expressões, quando observadas analítica e detalhadamente, imprecisas, ao menos são expressões que, diferentes daquelas usadas pelos esquerdistas, possuem o mérito de oferecer o indício necessário para conduzir o interlocutor no caminho da verdade, geralmente um tanto mais complexa, que se esconde por detrás delas.

Diante de tudo isso, o que deve diferenciar a maneira como os conservadores falam com o povo não deve ser a forma dessa comunicação. Não se pode deixar que apenas os esquerdistas usem slogans e frases de efeito. Permitir isso, é dar a eles, como sempre se deu, o monopólio do discurso político eficiente.

A grande diferença entre o discurso do conservador em relação ao do esquerdista deve ser apenas uma: suas sínteses devem refletir verdades. Sendo assim, elas, por sua própria natureza veraz, serão facilmente assimiláveis e absorvíveis pelo homem comum. Enquanto isso, as sínteses esquerdistas, sendo meras artificialidades, agora possuindo um contraponto verdadeiro, vão deixar de ter efeito. Até porque, normalmente, o que os esquerdistas costumam dizer  pode ser impugnado por uma rápida pesquisa no Google.

Grotesco inócuo

Os revoltados já não causam mais espanto. Podem sair às ruas com seus peitos ao vento, com seus cabelos coloridos, suas roupas rasgadas e vociferando palavras raivosas de ordem que, ainda assim, já não assustam mais ninguém.

Quando nos deparamos com esses manifestantes mijando nas calçadas, quebrando vidraças e simulando atos sexuais com objetos religiosos, por mais que ainda tenhamos desprezo por tais cenas, elas não conseguem mais nos chocar.

O que aconteceu é que, depois de tantos anos dessas pessoas despejando sobre nós suas esquisitices, suas provocações bizarras, seus apelos ao grotesco e seu uso do imundo para provocar nojo, acabamos todos dessensibilizados. Mesmo para o pai de família, para o trabalhador, para a dona-de-casa e até para o crente nada mais parece estranho, nada mais é absurdo.

Isso porque tudo aquilo que antes servia para causar escândalo simplesmente tornou-se lugar-comum. Esses rebeldes fizeram tanto para apresentar ao mundo uma versão grotesca da vida, que o grotesco tornou-se cotidiano. Dessa forma, o máximo que eles conseguem provocar hoje nas pessoas é desprezo – e aquela sensação de que tratam-se de meros coitados, clamando desesperadamente por atenção.

Além disso, eles não se deram conta de uma outra realidade: a de que a própria vida cotidiana passou a ser tão terrível que tentar torná-la ainda mais feia é simplesmente impossível. Pessoas que vivem na loucura do mundo moderno tendem a não se espantar com mais nada. O dia-a-dia anda tão estranho que, para as pessoas, um amontoado de gente esquisita fazendo obscenidades à vista de todos não passa de um fato inusitado, porém sem maior importância.

Na verdade, o mundo anda tão insano que já começa a haver um desejo de retorno às coisas mais simples, como o belo, o bem, e à verdade. Estamos tão saturados das vilezas que já nos chama mais atenção homens rezando, mães abandonando seus empregos para ficar com seus filhos e jovens pensando em se casar do que militantes fazendo arruaça no meio da rua.

O fato é que os rebeldes perderam sua narrativa e seu instrumento – que estavam totalmente baseados no escândalo. E agora que seus métodos tornaram-se inócuos, tudo o que lhes restou foi uma ideologia oca, escondida por detrás de uma aparência grotesca.

Feminismo para tempos de guerra

Este texto é para você, mulher, que está apoiando a campanha denominada de #Elenão, mas não é partidária do PT, não quer que o Brasil se torne um país socialista e acredita que esse movimento surgiu espontaneamente como reação a Jair Bolsonaro.

Sinto lhe dizer que você está agindo como uma idiota.

Não lhe parece estranho que a agenda feminista esteja ditando a pauta das eleições deste ano? De repente, em um país com tantos problemas urgentíssimos, principalmente em relação à violência causada pela criminalidade, só se fala de direitos das mulheres, de machismo, de equiparação de gêneros, homofobia e tudo o que envolve essas bandeiras feministas?

Pois vou lhe informar algo: nada disso surgiu por acaso e se você aderiu a essa gritaria nestas eleições saiba que você não passa de uma marionete nas mãos do PT.

Isso porque desde o impeachment da senhora Dilma Rousseff, tentou-se emplacar a narrativa de que o que havia ocorrido era um golpe patrocinado, principalmente, pelo machismo reinante na sociedade. Sendo a senhora Rousseff a primeira mulher presidente do país, insistiu-se que tirá-la do poder foi um ato contra todas as mulheres, e que seria, na verdade, um reflexo do que acontece em toda a sociedade.

Porém, os próprios promotores dessa narrativa, o Partido dos Trabalhadores, em sua administração interna, não agia coerentemente com ela, deixando, em seus postos e políticas, as mulheres em segundo plano, não trabalhando de maneira atuante tornando-as realmente beneficiárias da que era proposto e, também, mantendo-as apenas como coadjuvantes na direção do partido.

Não foi por acaso, portanto, que, em um processo de autocrítica partidária, em julho de 2017, a senadora Gleisi Hoffmann, apesar de todo o problema que já a cercava, como as ações criminais contra ela e todos os indícios de corrupção, foi eleita como a primeira presidente nacional mulher do Partido dos Trabalhadores. Era o pior momento pessoal para a senadora, mas o momento mais conveniente para a estratégia partidária.

Seguindo, então, essa onda de revisão dos próprios passos e preparando-se para traçar os caminhos para o ano que se seguiria, quando haveria eleições, é que, em outubro de 2017, o Partido dos Trabalhadores lançou, seu XII Encontro Nacional de Mulheres, onde apresentou seu Caderno de Teses, com o tema obviamente ligado às bandeiras feministas.

Foi ali que o plano de atuação do partido ficou traçado e isso significava dizer que, nas eleições de 2018, seriam as mulheres as protagonistas. Seriam elas que tomariam a frente das campanhas, das narrativas e da própria militância nas ruas. Como foi colocado no documento, “as eleições de 2018 serão uma oportunidade ímpar para o diálogo com a sociedade (…)”.

Esse diálogo nada mais era do que o levantamento de bandeiras feministas e a condução da sociedade para abraçar essas bandeiras. Para isso, a escolha da comunista Manuela D’ávila como concorrente à vice-presidente pela coligação partidária foi o fechamento perfeito para começar a se colocar em prática aquilo que havia sido determinado alguns meses antes. Afinal, “o PT, com seu ideário revolucionário (…) não pode mais ficar na defensiva (…) e [as] mulheres [foram e são] fundamentais(…)”.

Isso quer dizer que toda essa movimentação que se diz e favor dos direitos das mulheres nada mais é do que um cumprimento daquilo que já fora planejado, pelo menos, desde o ano passado, e que está sendo colocado em prática neste período eleitoral.

Por isso, é óbvio que não se trata de uma mera reação a um candidato específico, mas é o desenrolar de um plano muito bem construído para manipular a sociedade.

Eu afirmo que o objetivo é manipular a sociedade porque os direitos das mulheres se encontram ali apenas como 

instrumento para cooptar moças e senhoras desavisadas para ajudarem inconscientemente o partido a alcançar seus objetivos, fazendo com que “[elas se mantenham] em movimento contra esse golpe (…) o golpe imposto ao povo brasileiro e à companheira presidenta Dilma Rousseff”.

O partido tenta esconder, mas essas manifestações servem, principalmente, para “fortalecer a construção partidária, com perspectiva feminista e compromisso com bandeiras (…) [como] da legalização do ABORTO (…)”.

No entanto, é preciso entender que a atuação feminina nessa campanha não se dá para que seus direitos sejam preservados. Esses direitos são apenas a fachada para o objetivo principal. E o objetivo principal é a transformação do Brasil em um país socialista. Afinal, como diz o próprio caderno, “não há socialismo sem feminismo”.

E antes de você me acusar de estar tendo alucinações, atente-se para o fato de que o próprio partido, nesse Caderno de Teses, diz que defende “um feminismo anticapitalista”. Isso porque “as mulheres do PT entendem que a emancipação humana passa pela condição fundamental de extinção do atual modelo socioeconômico. Plena justiça social só será possível com a SUPERAÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA”.

Se todo esse pessoal está saindo às ruas, com palavras de ordem, a favor de todas essas bandeiras feministas, é porque seus organizadores entendem que “uma sociedade livre do machismo, do racismo, da LGBTfobia e de outras formas de opressão depende da criação de uma nova sociedade, e que esta seja COMUNISTA, cujo nascimento está atrelado à transição socialista”.

Por isso, entenda que se você participa dessas manifestações é porque concorda com a implantação do comunismo no Brasil. Se não concorda, saiba que estão lhe usando.

Talvez, para você, nada disso seja muito sério e participar dessas manifestações represente um tipo ingênuo de mostrar sua opinião. Tenha consciência, porém,  que para as petistas que organizam esses eventos tudo isso é crucial. Não é sem razão que, em seu documento, elas estão convocando “todas as mulheres do PT para somarem-se à construção de um Feminismo para TEMPOS DE GUERRA”.

Vício por arrecadação

Todo político brasileiro tem um vício, compartilhado com os analistas e administradores públicos: o vício por arrecadação. Essa gente pensa que um bom plano é aquele que consegue tornar os cofres do governo cada vez mais gordos. No fim das contas, seu sucesso é medido pelo quanto ele consegue lançar-se sobre o bolso do contribuinte. Mesmo liberais, quando falam em cortar impostos, pensam em fazer isso de maneira eficiente, de forma que, ainda assim, o Estado arrecade mais.

O mais incrível é que qualquer proposta tributária que insinue a diminuição da arrecadação é logo tida por coisa de gente ingênua, quando não estúpida. Foi assim que se referiram a Paulo Guedes, quando ele propôs uma diminuição nas alíquotas do imposto de renda. Essas críticas mostram como a mente do administrador público brasileiro, e do analista político também, está cativa a um formato de governo burocrático e faminto.

Eu já vinha pensando em escrever sobre isso, porém, antes de colocar esses pensamentos no papel, veio o candidato à presidência, Jair Bolsonaro, e, em entrevista ao jornalista Augusto Nunes, falou algo que, para a mente refém da ideia do governo arrecadador, soa como uma heresia. Ele disse: “Quero uma coisa: que a União arrecade menos”.

Imagine quanto os tributaristas e gestores públicos devem ter ficado escandalizados com essa prova de ignorância do presidenciável. Como alguém que pretende ser presidente da República propõe algo que faça o governo ter menos dinheiro?

Porém, é exatamente nisto que reside a peculiaridade na proposta do presidenciável. Ela parte do princípio de que o indivíduo vem antes do Estado e da consciência de que a necessidade arrecadatória estatal não tem fim. Ela parte da compreensão de que quanto mais dinheiro entra para os cofres públicos, mais gastos surgem, mais dívidas públicas são feitas e mais necessidade por tributos é gerada.

O agente público, viciado em arrecadação, no entanto, não consegue ver lógica nesse pensamento, porque só sabe enxergar o lado do Estado. Pior, ele está tão refém do formato de governo que vem sendo praticado há décadas, que não consegue pensar formas de fazer com que esse mesmo Estado diminua drasticamente seus gastos, tendo cada vez menos necessidade de arrecadação.

Verdade seja dita: é preciso reverter esse ciclo infinito de aumento de impostos. Mas, para isso, é preciso, antes, mudar a mentalidade do próprio agente público, que vê na capacidade de aumentar a arrecadação um mérito. De repente, essa visão pioneira e corajosa apresentada pelo candidato Bolsonaro seja o início de uma nova mentalidade neste país, segundo a qual, mais importante do que encher os cofres públicos, seja enxugar as contas de maneira que a necessidade de arrecadação se torne cada vez menor.