Jesus não era comunista

Jamais deve-se esquecer que o discurso comunista é uma usurpação. O que ele diz não é sincero. É apenas uma cópia, diabólica, daquilo que o cristianismo já ensinava, porém, no caso do comunismo, sem qualquer aplicação no mundo real. É pura abstração. É apenas propaganda para enganar os trouxas.

O pior é que muita gente, diante da similaridade dos discursos, acaba por confundi-los, atribuindo o que é de um ao outro, fazendo, assim, uma tremenda confusão. Ao ouvir os comunistas falarem de auxílio aos pobres, criticarem os ricos, denunciarem a opressão, apontarem a injustiça e pregarem o distributivismo, retroagem aos tempos de Cristo e, ao se depararem com palavras semelhantes nos próprios Evangelhos, chegam a genial conclusão que, então, Jesus era comunista. Tomam o original e nomeiam-no com o título de sua cópia. É como se chamassem um verdadeiro Iphone de smartphone de camelô, só porque na banca do seu Zé ele tem umas imitações do aparelho da Apple que prometem cumprir as mesmas funções do original, apesar de sabermos que não passam de réplicas mal feitas e baratas.

Jesus não era comunista. Foi o comunismo que pegou as palavras de Cristo e, tomando-as como se fossem suas, esfarelou-as em uma paródia da verdadeira caridade cristã.

Quando alguém lhe disser que a Bíblia prega o comunismo, apenas responda: “eu acredito no original e não deposito minha fé em falsificações inferiores”.

O conservadorismo do progresso

Há conservadores que acreditam que progresso é sinônimo de revolução e, assim, defendem um tradicionalismo retrógrado, querendo apenas restaurar as velhas fórmulas, ignorando a necessidade de alguma evolução social e da melhoria em qualquer área da vida.

Isso ocorre porque confundem conservadorismo com um tipo de ideologia das velhas formas, cantando louvores ao passado como se lá tudo estivesse resolvido e definido, como se tudo naqueles tempos fosse perfeito e nada precisasse ser melhorado.

Ocorre que, conservadorismo não é sinônimo de imobilismo, nem retrocesso, nem mesmo de mera repetição do que já existiu.

O fato é que o conservador não meramente repete o passado mas, sim, aprende com ele, para, no que for necessário, poder melhorar o presente. Na verdade, ele respeita os antigos e os usa para seu auxílio, mas não é escravo deles. O passado para o conservador é seu auxiliar, não seu senhor.

Ademais, não se pode ignorar que em qualquer ser humano há a necessidade de construir, de criar, de inovar. Se ele apenas ficar preso ao passado, se sua vida for apenas uma enfadonha repetição do que já ocorreu, estará retaliando a si mesmo, vivendo abaixo de suas necessidades e possibilidades.

Além de tudo isso, é preciso ressaltar que se conservadorismo significa consideração pelo passado e trabalho sobre o que já foi construído, então não há nada mais conservador do que o próprio conceito de progresso. É que para que haja progresso é necessário respeitar o que já foi construído, pois não existe progresso do nada, mas apenas daquilo que, de alguma maneira, já se estabeleceu. A tecnologia dos computadores só evoluei porque cada novo engenheiro que cria uma máquina mais avançada faz isso respeitando todo o histórico de evoluções que lhe permitem não ter de começar tudo desde o início. Um smatphone é bom porque antes dele existiram os computadores e os telefones celulares, sobre os quais ele foi idealizado. Os cientistas da tecnologia sabem, como ninguém, o que significa subir nos ombros dos gigantes.

Portanto, quando um conservador nega o progresso, fazendo cara de nojo para qualquer ideia de evolução e melhoria, não está sendo conservador, que é alguém que se apoia sobre os antigos. Na verdade, é apenas um retrógrado, que se esconde à sombra deles.

 

Instabilidade da política

Para detectar um pensamento ideológico basta observar se seu portador entende que suas concepções políticas são a solução indiscutível para os problemas sociais e que nenhuma outra ideia que se contraponha a elas seja aceitável. Alguém que pensa dessa maneira, seja comunista, liberal ou conservador, extrapolou a área razoável de alcance daquilo que defende e entrou na zona da ideologia, que é fanática, por definição.

O fato é que, em matéria de concepções políticas, não há verdades, mas possibilidades, expectativas e propostas. Há ainda as circunstâncias e os tempos. De fato, algumas ideias já se mostraram melhores que outras, mas nem isso as torna absolutas.

Tratar política como ciência, portanto, é elevá-la a um patamar no qual ela jamais poderá estar. Até porque não há nada de estável na política, que é o pressuposto elementar de qualquer ciência.

O câncer chamado Islã

Há mais de mil anos, os islâmicos tentaram subjugar a Europa como um vírus devastador, que penetra no corpo pelas extremidades até conseguir alcançar a corrente sanguínea e espalhar-se.

Naquela época, porém, a virtude e coragem dos homens ocidentais serviu como anticorpos no combate a essa doença. Assim, os muçulmanos não conseguiram atingir além das bordas do Velho do Mundo.

Hoje, no entanto, o Islã apresenta-se mais como um câncer, que nasce e cresce dentro dos órgãos vitais até tomá-los completamente, inutilizando-os e prejudicando todo o resto.

Londres e Paris são esses órgãos vitais que estão sendo tomados desde dentro por esse cancro devastador que as está descaracterizando de tal maneira que, a continuar assim, essas cidades logo se tornarão apenas uma pálida lembrança da pujança e vigor que possuíram um dia.

A pergunta é: qual remédio deverá ser aplicado para, pelo menos, deter o crescimento desse mal?

 

Longa marcha em direção ao nada

O sucesso da revolução é o pior inimigo dos revolucionários. Conquistado o poder que almejam, paralisam-se, pois sua atuação é essencialmente contrária a manter-se na administração política. A não ser que façam isso fingindo que estão ainda fora dela.

É que modus operandi fundamental do revolucionário é o levante. Seu método é baseado no fomento da revolta contra os poderes instituídos. Ele precisa de inimigos definidos e que, principalmente, estejam em posição de comando, pois só sabe atuar nos subterrâneos, pela sublevação. É por isso que, quando estão a frente de qualquer governo, permanecem agindo como se fossem oposição, falando como vítimas, parecendo que, a despeito de possuírem a máquina estatal, são pobres perseguidos e marginalizados.

Mesmo no poder não conseguem assumir que são agora o status quo, pois o único discurso que conhecem é o da destruição do que existe. Seu sucesso em conquistar os postos de autoridade lhe tornam parte do sistema e, assim, quanto mais dominam menos têm o que destruir. Então, começam a criar inimigos imaginários, demônios produzidos para permanecer sustentando sua retórica. E mesmo com toda a força em suas mãos, apresentam-se como defensores dos oprimidos contra poderes que dizem ser maiores que os deles.

O fato é que a fala revolucionária é uma constante proclamação pela conquista daquilo que não pode ser conquistado, pois quando o for termina toda a razão de sua existência. Nesse sentido, a utopia lhe cabe muito bem, pois, por ser inalcançável, jamais chega, permitindo que o discurso convocando em sua direção permaneça indefinidamente. No fim das contas, é isso que caracteriza a declaração revolucionária: uma longa marcha em direção ao nada.

O cidadão e o pelego

Foi convocada uma greve geral, para hoje, contra a proposta de reforma da Previdência. A ideia é parar o país para reclamar do que é considerado uma afronta aos direitos do trabalhador.

Na verdade, não passa de uma movimentação patrocinada por centrais sindicais, que movimentam apenas seus associados mais atuantes, com interesses bem mais partidários e eleitoreiros do que de defesa de qualquer direito invocado.

Ainda, assim, conseguem fazer uma balbúrdia, pois param setores estratégicos e impedem que os cidadãos se locomovam livremente. Não respeitam o direito das pessoas e acreditam que possuem alvará para prejudicar aqueles mesmos que dizem defender.

O fato é que quando três ou quatro pelegos, segurando uma faixa, paralisam uma rodovia, para fazer um protesto abstrato contra uma possível reforma legislativa, é uma vergonha que nenhum cidadão tome uma atitude digna e os tire de lá à força.

Formou-se, no Brasil, uma cultura de respeito demasiado a esse tipo de gente. Isso porque criou-se a idéia que eles estão ali para defender o trabalhador quando a realidade mostra que o trabalhador, quase sempre, é apenas o meio que eles encontraram para alcançar seus objetivos políticos.

A ideologia sobrevive da ideologia

A melhor maneira de destruir um movimento ideológico seria entregar-lhe aquilo que ele reivindica. Faça isso e verá que ele precisará transmutar-se para alguma outra coisa, e encontrar novos inimigos para combater.

Isso até tem alguma relação com a própria natureza humana, que costuma se entediar com aquilo que conquistou. Quem já não teve a experiência de querer muito algo e, quando conseguiu adquiri-lo, teve a sensação de enfado, como se todo o esforço já não tivesse valido a pena? E quem já não ouviu ou mesmo pensou que é mais interessante a busca do objetivo do que realmente encontrá-lo? O fato é que com os movimentos ideológicos acontece algo semelhante, porém por motivos bem mais desprezíveis.

 Apesar de todo seu discurso de luta e de busca por direitos, no fundo, a última coisa que os movimentos ideológicos querem é, de fato, alcançar aquilo que dizem buscar. Isso porque se um dia tiverem êxito nesse intento sua luta acabaria e eles dependem dela para sobreviver. Sem a luta, os movimentos ideológicos perdem o motivo para continuarem agindo e sua natureza necessita quase que exclusivamente da ação despertada por ela. O dia que o movimento feminista, por exemplo, conseguisse que todas as mulheres conquistassem tudo o que dizem que devem conquistar, não haveria mais motivo algum para haver qualquer tipo de movimento feminista. Isso ocorre também com os gays, com os sem terra, com os negros, com gordos e todo tipo de movimento reivindicatório que a imaginação humana for capaz de inventar.

Os movimentos ideológicos não querem, de verdade, alcançar suas metas, pois isso lhes arrancaria sua própria razão de existir. Eles precisam de inimigos, precisam de oprimidos, precisam de guerras. Eles também precisam de utopias para que possam apontar um caminho, para que sua massa de militantes manipulados seja dirigida, ainda que jamais a alcancem.

A ideologia vive do espírito de oposição e se alimenta da crítica. O motivo dela sobreviver não tem nada a ver com tentar atingir um resultado qualquer, mas ter sempre algo contra o que se voltar, ter do que reclamar, haver um demônio para enfrentar. Tanto que, se não os encontra, cria-os. É assim que funciona!. Basta ver como os partidos de esquerda, mesmo quando alcançam o poder, tendo toda a máquina estatal em suas mãos, continuam alimentando a retórica do preconceito e do vitimismo. É que eles sabem que, se lhes escapar esse discurso, não lhes sobre mais nada e perdem sua razão de existir.

Não é à toa que os movimentos ideológicos impõem metas inalcançáveis para serem perseguidas. Esta é a única maneira de garantir sua longevidade. Se o que buscam jamais for colocado em prática em sua plenitude, isso lhes garante que poderão permanecer vivos, mantendo seu discurso crítico e de oposição, mesmo quando sua posição política atual seja o de poder.

Aceitar como legítimo, portanto, qualquer discurso ideológico é permitir ser enganado por algo que existe apenas para manipular as pessoas. Na verdade, repetir um desses discursos é apenas alimentar esse ciclo de enganação de quem que finge lutar por algo que, de fato, nunca pretende alcançar.

Quem fala a verdade merece castigo

Para provocar um inimigo, basta mostrar o quanto ele é estúpido. Na verdade, ninguém gosta de ouvir verdades, quando estas desmascaram suas mentiras. A velha sentença: a verdade dói, é real principalmente contra aqueles que insistem em lutar contra ela.

O Parlamento Europeu sentiu isso quando determinou a perda da imunidade parlamentar sobre a presidente do Partido da Frente Nacional francês, Marine Le Pen, pelo motivo dela ter mostrado, em seu Twitter, imagens reais, e já divulgadas anteriormente pelos próprios terroristas, de execuções praticadas por eles.

O pecado de Le Pen foi ter apresentado ao mundo a realidade. Em uma sociedade politicamente correta e totalmente comprometida ideologicamente, desvendar a verdade será sempre uma afronta.

É que as ideologias não coadunam com a realidade, então elas precisam se impor. Como todas são, invariavelmente, obras de lunáticos, que pensam que podem mudar o mundo segundo suas doidas convicções, os fatos como se manifestam acabam sendo obstáculos que precisam ser transpostos.

Esses ideólogos querem ter o direito inalienável de construir uma sociedade segundo seus próprios devaneios e a realidade normalmente não se encaixa neles. A realidade, na verdade, mostra o quanto estão equivocados e até o quanto são maus.

Quando Le Pen mostra fotos reais, de execuções reais, praticadas por gente real, configurando uma ameaça real para o mundo sonhado por essa gente, ela precisa ser punida, pois o velho pensamento, que afirma que quem conta a verdade não merece castigo, é opressor demais para quem está acostumado com tanto desvario.

Esses senhores que tentam impor sua visão de mundo sobre todos odeiam a verdade porque ela é como um espelho que faz refletir a imbecilidade deles e desvenda todas as incoerências de seus discursos fantasistas.

Por isso, não ouse falar a verdade para quem a odeia. Principalmente, se for alguém que possa impor-lhe algum tipo de sanção.

Quem controla quem

Quando Marcelo Odebretch afirma, em sua delação, que ele era “o otário do governo, o bobo da corte“, não está dizendo nada mais do que a verdade.

Por mais que esses empresários sejam megalomaníacos e acreditem que têm o mundo em suas mãos, eles possuem objetivos muito simplórios, comparados com as raposas políticas. O que eles querem é ganhar mais dinheiro, é dominar o mercado, é receber vantagens econômicas por meio de sua relação com o poder.

No entanto, são os políticos que articulam-se com estratégia e inteligência, na busca de uma dominação muito mais ampla e profunda, manipulando principalmente aqueles que se apresentam famintos por obter vantagens financeiras.

Por isso, os grandes empresários, em sua ânsia por ganhar cada vez mais e dominar o mercado, são presas fáceis dos políticos corruptos. Se tornam, dessa maneira, marionetes nas mãos daqueles que realmente possuem o poder do Estado.

É verdade que não há ingênuos nessa relação, mas enquanto os empresários acreditam que controlam o mercado, os políticos sabem exatamente quem controla os empresários.

O espanto com as contradições revolucionárias

Consigo identificar em que estágio a pessoa está em relação à compreensão da mentalidade revolucionária por sua reação diante do modus operandi dos esquerdistas. Quando ela ainda se espanta com as incongruências e contradições deles, isto é sinal que ainda não entendeu como a luta política funciona para essa gente.

Para alguém com uma ideologia, os fatos realmente não importam. O que importa, de verdade, é a luta. Sequer o objetivo tem muito valor. O que tem importância mesmo é manter o movimento vivo, manter o sentimento de estar fazendo algo. O que vale, de fato, é a ação.

Todas as palavras e idéias lançadas têm o único objetivo de fomentar a luta e sustentar o espírito do grupo. Não há um compromisso de fidelidade com a realidade, nem a necessidade de que tudo possua coerência. Pelo contrário, na cabeça revolucionária, a lógica é uma limitadora das possibilidades do movimento. Prender-se à coerência é impedir muitas alternativas de ação.

Quem ainda não entendeu essa forma de atuação dos esquerdistas se assusta com a quantidade de contradições encontradas em seu discurso e não se conforma como algo tão incoerente pode manter-se atuante e com tanta força.

Quem, porém, já passou da fase do espanto e compreendeu que esse ilogismo faz parte mesmo do método revolucionário, não se surpreende com as loucuras dos socialistas. Pelo contrário, ao tomar consciência que as coisas são assim mesmo, já não se preocupa em convencê-los, mas em desmascará-los.