Pequenos ditadores

É interessante e, ao mesmo tempo, assustador como o moralismo puritano, tão criticado por aqueles que se dizem defensores das liberdades, está sendo revivido por eles, porém, agora, em uma versão muito mais perigosa, pois, enquanto o antigo puritanismo tinha uma base clara onde delimitava suas ações, a saber, a Bíblia, o novo moralismo é imposto a todos conforme o gosto do acusador, segundo suas mais íntimas percepções e seus mais idiossincráticos entendimentos. Assim, ninguém está a salvo diante de tantos pequenos ditadores.

Cristianização do paganismo

Um reformado do século XVI, sendo honesto e conhecedor da história, não poderia acusar o cristianismo anterior de paganismo, mas, no máximo, de despaganização parcial.

É que, quando da absorção das hordas pagãs do norte, o que o cristianismo ofereceu foi uma atenuação progressiva da mentalidade supersticiosa que as dominava. E não só elas, mas os próprios helenos e romanos viviam tempos anti-científicos desde, pelo menos, duzentos anos antes de Cristo.

Talvez, a despaganização tenha sido limitada ou pode ser que a racionalização posterior seja um tanto exagerada. O mais importante, porém, é entender que o que aconteceu entre os séculos IV e V foi mais uma cristianização do mundo do que uma paganização do cristianismo.

O manifesto da blasfêmia da Missão Integral

ariovaldo-comunistaCansei de, ao denunciar o esquerdismo escancarado dos componentes da Teologia da Missão Integral brasileira, ter de ouvir impropérios de seus defensores, principalmente tentando me convencer de que a TMI se trata apenas de um movimento voltado para uma nova forma de apresentar o Reino de Deus.

Apesar das diversas manifestações de minha parte e de tantos outros cristãos, atentos para os perigos que representa a Missão Integral para a Igreja brasileira, mostrando como seus integrantes são claramente tomados de ideologia de esquerda e agem, incessantemente, no sentido de inoculá-la no seio da comunidade cristã, tínhamos que, constantemente, nos deparar com contestações cheias de evasivas, que possuíam, como único objetivo, a dispersão, fazendo com que as pessoas não percebessem o radicalismo de suas propostas e continuassem aceitando-as como se meramente fossem obras de caridade, aplicadas por almas puras e bem intencionadas. Continuar lendo

Afronta vermelha

Aqueles que vestem camisetas vermelhas, carregam bandeiras comunistas e emporcalham as praças com a cor de uma ideologia que matou centenas de milhões de pessoas pelo mundo, gritando palavras de ordem em favor de seus ídolos, não amam o Brasil. Sua paixão não é pela pátria, pelo povo, sequer pelo chão onde pisam. Eles são afeiçoados por uma ideia, apenas. Ao vestirem-se com uma cor que não possui qualquer relação com a identificação dos símbolos nacionais, afrontam o sentimento patriótico e dão um recado muito claro a todos: de que, o que importa, para eles, é manter viva a ideologia, ainda que seja ao preço de destruir o próprio país.

Nosso delírio burocrático

O apego obsessivo às minúcias processuais, em detrimento aos fatos indubitáveis que os condenam, é atitude típica dos criminosos. Representa também uma enfermidade brasileira, que privilegia a forma à verdade. É uma mania tão delirante, que o homicida, que se safa da condenação por um erro procedimental qualquer, é capaz de sair gritando que nunca matou ninguém, xingando seus acusadores de mentirosos, acreditando sinceramente que o assassinato jamais aconteceu. Isso faz parte do nosso delírio burocrático, que afeta não apenas os atuais bandidos do governo, mas seus inimigos também.

 

A força e a lei

Lula, mesmo sem ser ministro, é ministro. Age como ministro, manda como ministro. Bandidos não ligam para a lei, nem para decisões judiciais. Eles apenas a obedecem para não serem pegos por elas. Se, porém, puderem agir ignorando-as, quando sabem que podem, assim farão. Por isso, confiar tão somente nas instituições, ainda mais quando elas estão fortemente contaminadas pela influência dos criminosos, é de uma extrema inocência. Todo bom policial sabe que para prender um meliante, muitas vezes, precisa agir à revelia da norma. Sabe que, se segui-la estritamente, sua própria vida estará em risco. Há momentos, mesmo na política, que a lei é a força. Há momentos que a força é necessária para restaurar a lei.

Uma oposição formalista

Se um bandido invade a sua casa, ameaçando violentar toda sua família, você não entra com uma ação na justiça contra ele, mas faz o que puder, com os instrumentos que tiver a seu alcance, para tentar impedir a violência. Entenda o que a dita oposição política ao PT está fazendo. Ela tem, pelo menos, duas armas: paralisar o Congresso e negar-se a fazer qualquer tratativa com o governo. Mas, não! A oposição prefere protocolar uma petição no Judiciário.