Tempos ilógicos Para onde está nos levando a geração do politicamente correto

O discurso da atual geração é, muitas vezes, paradoxal. Exalta a liberdade, ao mesmo tempo que cria mil formas de censura; apoia a diversidade, enquanto tenta calar o adversário político; prega o amor, mas não demora a estimular o ódio contra seus opositores.

Dar ouvidos ao que ela diz, portanto, é de enlouquecer. Tentar agradá-la é frustrante.

Sua esquizofrenia social, aliada a seu histerismo coletivo, é um impeditivo à tentativa de manter qualquer tipo de diálogo com ela. Aliás, quem busca esse tipo de alternativa, invariavelmente, sofre uma grande decepção.

Como tudo o que ela diz parece já vir embalado, como um produto feito em uma fábrica qualquer, não havendo qualquer sinal de um pensamento original, nem mesmo um “flash” de uma mente independente, argumentar com ela, tentando mostrar suas incoerências é inócuo. Quem se dispõe à aventura sai louco ou descrente da humanidade.

Essa geração está nos conduzindo a tempos pós-racionais, nos quais a coerência lógica e a verdade não passarão de meros fetiches de intelectuais.

O que ela quer é o domínio do sentimento e a imposição de suas vontades. E não adianta reclamar, muito menos argumentar.

Acusação ou inferência O que realmente fizeram aqueles que chamaram Caetano Veloso de pedófilo

Existe uma diferença entre acusação e inferência. Tecnicamente, a acusação não pressupõe a culpa, apenas apresenta, diante de quem tem competência para o julgamento, a notícia de um suposto crime. Quem acusa chama à autoridade um fato, a fim de ver seu autor condenado por ela. O acusador não julga, apesar de fazer um juízo prévio.

A inferência, de maneira diferente, não faz nem juízo prévio, nem apresenta notícia alguma. Ela, simplesmente, conclui com base nos dados disponíveis. Não há julgamento, nem condenação, nem análise. Há apenas a aplicação de um raciocínio lógico, com sua devida conclusão.

Assim, dizer que aqueles que chamaram Caetano Veloso de pedófilo estão condenando-o ou mesmo acusando-o é um erro. O que eles fizeram foi apenas concluir, com base na narrativa da própria vítima, esposa do autor do crime, dando a este a nomenclatura própria para quem comete o ato que ele cometeu.

Talvez, a nomenclatura não esteja tecnicamente correta, pois o ato de manter relações com uma menor de 14 anos é tido, pelo Código Penal, não como pedofilia, mas como estupro de vulnerável e, na época, quando ele ocorreu, como, simplesmente, estupro.

Por isso, chamar Caetano de pedófilo ou de estuprador (como preferirem) não pode ser considerado calúnia, nem injúria, nem difamação, afinal, trata-se apenas da denominação própria dada, segundo as leis brasileiras, a quem faz sexo com uma criança. E quanto à ocorrência deste fato, não há dúvida alguma.

Rebelde moderno

Muito da rebeldia moderna resume-se à contestação da sociedade, usando dos meios fornecidos por essa mesma sociedade e sobre os fundamentos postos por ela. Pior ainda, esse rebelde se nega veementemente a abandonar tudo aquilo que a sociedade lhe legou, sem abrir mão de seu direito de reclamar dela . Ele é como o filho que amaldiçoa a riqueza do pai, sem ele mesmo arrumar um emprego e vivendo às custas da família.

O que dizem e o que é

Veja a contradição: aqueles que não têm ideais, nem professam ideologia, são tidos por mais egoístas, individualistas e indiferentes. No entanto, estes mesmos, pelo fato de respeitarem o interesse individual e entenderem que, por isso, não podem impor suas ideias sobre ninguém, acabam respeitando o senso comum, as leis e aprendendo que devem abrir mão de certas convicções em favor da paz social e do bem comum.

Por outro lado, aqueles que dizem ter ideais, e que defendem ardentemente alguma ideologia, são tidos por altruístas, como se fossem mais preocupados com os marginalizados e os desvalidos. No entanto, são exatamente estes que, para impor suas ideias de um mundo melhor, acabam por ignorar o senso comum, rebelando-se contras tradições e as leis, negando-se a abrir mão de quaisquer de suas convicções, determinando que o bem é aquilo que propõem e a paz é aquilo que oferecem.

Vê-se, portanto, que o que se diz sobre um tipo pode ser o exato oposto do que praticam de fato. Assim, melhor é começar a prestar menos atenção nos discursos e observar o que essas pessoas fazem de verdade.

Influência feminina

É impressionante a constante histórica da existência, por detrás de grandes gênios, empreendedores e santos, de mulheres que serviram, não apenas de estímulo, mas de inspiração, quando não como verdadeiras conselheiras. Santa Mônica, Mrs. Adams, Ana Pimentel, Princesa Isabel, Mrs Ford, Mrs Edison, Ms Churchill, Mrs Schaeffer são alguns poucos exemplos entre muitos.

Inclusive, sugiro que alguém faça um levantamento das mulheres que influenciaram diretamente as grandes conversões ao cristianismo. Seria de arrepiar!

Justa homenagem

Sou contra a retirada do nome de Paulo Freire do posto de patrono da educação brasileira. Na verdade, acho a homenagem justíssima. Isso porque ela coloca sobre o verdadeiro culpado a responsabilidade pelo que se tornou o ensino no Brasil. Eu é que não gostaria de ter meu nome vinculado ao analfabetismo funcional que reina no país.

Duas formas de pensar

Toda a luta de ideias do mundo moderno é entre a forma de pensar natural, do homem comum, e aquela implantada artificialmente, por meio dos mais diversos tipos de ideologias e filosofias. Todas as outras disputas, religiosas, políticas, científicas e filosóficas, estão submetidas àquela.

Via de mão única

Se alguém pode buscar todas as intervenções médicas e psicológicas para que seu corpo esteja de acordo com sua pisquê, que se identifica com o sexo oposto, quanto mais alguém que deseja simplesmente que sua psiquê esteja de acordo com o corpo do seu próprio sexo.

Em síntese: se a pessoa pode adequar o corpo conforme sua psiquê, por que não pode adequar sua psiquê conforme seu corpo?

Impedir isto é liberar apenas uma via de mão única. É puro preconceito.

Elitismo progressista

Quando autoridades e influenciadores reclamam das forças conservadoras que se levantam, estão, nada menos, reclamando da gente ordinária e comum, a quem eles odeiam por tudo o que são e representam. O homem simples, para eles, serve apenas para servi-los, nunca para contestá-los ou contrariá-los. Está claro quem são realmente elitistas e preconceituoso