Tempos ilógicos Para onde está nos levando a geração do politicamente correto

O discurso da atual geração é, muitas vezes, paradoxal. Exalta a liberdade, ao mesmo tempo que cria mil formas de censura; apoia a diversidade, enquanto tenta calar o adversário político; prega o amor, mas não demora a estimular o ódio contra seus opositores.

Dar ouvidos ao que ela diz, portanto, é de enlouquecer. Tentar agradá-la é frustrante.

Sua esquizofrenia social, aliada a seu histerismo coletivo, é um impeditivo à tentativa de manter qualquer tipo de diálogo com ela. Aliás, quem busca esse tipo de alternativa, invariavelmente, sofre uma grande decepção.

Como tudo o que ela diz parece já vir embalado, como um produto feito em uma fábrica qualquer, não havendo qualquer sinal de um pensamento original, nem mesmo um “flash” de uma mente independente, argumentar com ela, tentando mostrar suas incoerências é inócuo. Quem se dispõe à aventura sai louco ou descrente da humanidade.

Essa geração está nos conduzindo a tempos pós-racionais, nos quais a coerência lógica e a verdade não passarão de meros fetiches de intelectuais.

O que ela quer é o domínio do sentimento e a imposição de suas vontades. E não adianta reclamar, muito menos argumentar.

Donald Trump e o New Deal de Franklin Roosevelt

O analista político Alexandre Borges detectou diversas semelhanças entre o discurso de posse do presidente Donald Trump e a retórica do New Deal, de Franklin Rossevelt.

De fato, elas existem! A convocação do povo, a colocação do país como uma força superior, o alvoroço nacionalista e todas essas coisas que lembram bastante a proposta do ex-presidente americano estiveram presentes em sua fala.

No entanto, é preciso fazer duas ressalvas:

Primeiro, os tempos são outros! Roosevelt assumiu no período entreguerras, quando o fascismo era um tipo novo de visão política e ainda não desmoralizado, como ficou após o fim dos conflitos. Pelo contrário, o fascismo, apesar de não ter sido assumido por todos, se apresentava como um modelo plausível, uma nova esperança após a Grande Depressão e os efeitos da Primeira Guerra. O fascismo não causava o rechaçamento de hoje, nem era um símbolo de autoritarismo malévolo, se tornando, inclusive, uma forma de xingamento, como o é agora.

Assim, dificilmente Trump teria espaço para implementar um programa fascista, pois não teria, obviamente, o apoio dos democratas e, muito menos, dos próprios republicanos. Não há lastro político para isso. A perspectiva política atual não o permite.

Segundo, as propostas de campanha de Donald Trump, principalmente no campo econômico, são liberais o bastante para afastar qualquer semelhança com o New Deal. É que, diferente da simbiose estatal-corporativista do New Deal, Trump promete mais liberdade econômica interna e rebaixamento da intervenção estatal no mercado, inclusive com diminuição de impostos. Enquanto Rossevelt colocou o Estado como a maior empresa americana, o novo presidente promete tirar o governo, o máximo possível, do mercado. Rossevelt quis criar empregos por meio das obras públicas e do dirigismo econômico, Trump fala em deixar as empresas moverem o mercado livremente.

Diante disso, apesar das aparências, não me parece que há porque se preocupar demais com uma guinada fascista no governo de Donald Trump. Na verdade, se ele cumprir suas promessas de campanha, a semelhança com o proto-fascismo rooseveltiano não passará de uma semelhança estética e não fará mal nenhum à sociedade americana.

A reação óbvia ao modelo globalista

Os analistas a favor da globalização não cogitam que essa onda antiglobalização talvez não seja contra a globalização em si, mas contra o modelo globalista implantado.

Até porque as pessoas não tem nenhum problema em participar de um mercado globalizado, de comprar produtos estrangeiros ou de ver os produtos do seu próprio país concorrendo com produtos de fora. O que elas não gostam é de perceber que esses mesmos concorrentes estrangeiros possuem vantagens e privilégios que os empresários de seu país não têm. Continuar lendo

A universidade é mesmo necessária?

A universidade é mesmo necessária? É válido o sacrifício de deixar boa parte das próprias economias e muito do suor e energia para algo que promete abrir as portas do mundo inteiro, mas entrega muito menos até daquilo que seria sua obrigação?

Há tempos, ao menos no Brasil, a universidade deixou de ser o principal local de difusão do conhecimento. Aquela ideia da academia, onde se encontram os gênios e de onde sai a elite pensante de um país, se tornou apenas um símbolo, uma intenção, mas que já não representa, de maneira alguma, a realidade.

Continuar lendo

A revolta juvenil de um hemisfério desorientado

O cristianismo deu à luz a cultura que pariu a sociedade que rejeita, como um adolescente revoltado, seus próprios pais. Foi de dentro da cultura cristã que nasceram as ideias que tentam, até hoje, e cada vez com mais afinco, mostrar que o cristianismo não foi tão importante e, pelo contrário, representa o que há de obscurantista e atrasado.

Ingrata, a sociedade ocidental tem feito de tudo para desprender-se daquele que tudo lhe deu, inclusive aliando-se a seus inimigos. Por isso, não surpreende o crescente interesse pelas culturas orientais e a permissividade que se observa em relação aqueles que declaram ódio a seu modo de vida. Quando testemunhamos, por exemplo, o esforço por proteger o Islã da acusação de terrorismo, vemos o quanto as pessoas do Ocidente têm se esforçado por preservar seu próprios algozes.

O ódio que a sociedade moderna ocidental tem ao que é cristão só pode ser explicado por um rebeldia juvenil, um desejo estúpido de autonomia que, longe de oferecer liberdade, a lança nos braços de aliciadores. Acreditando que está ganhando sua independência, na verdade está se escravizando. Foge de quem lhe protegeu para deitar-se com quem lhe quer morta.

O Ocidente, se não voltar correndo para seu próprio lar, se não abandonar esse sonho de independência, se não reconhecer que sem respeitar suas origens nada é, se submeterá aqueles que querem abertamente sua destruição. Enquanto não perceber que negar a religião que lhe forjou é o mesmo que negar sua própria identidade, o Ocidente seguirá, a passos largos, para sua extinção como sociedade como a conhecemos.

Por isso, conforme o rumo dos acontecimentos, é bem provável que não tardará para que essa sociedade transloucada perceba o erro que cometeu e clame pelo socorro de sua genitora: a religião que ela fez de tudo para ser esquecida.

 

A leviandade dos atuais teólogos protestantes

palestraTeólogos protestantes, por conta da liberdade que possuem, principalmente como consequência do princípio reformado da livre análise das Escrituras, muitas vezes ultrapassam a linha do bom senso e acabam criando verdadeiras deformidades hermenêuticas.

Como no caso do badalado pastor Ed René Kivitz que, replicando uma ideia que surgiu em outros meios protestantes estrangeiros, conseguiu enxergar uma conversa com conotação maliciosa, típica de filmes pornô amadores, entre Cristo e a samaritana, muitos outros teólogos arriscam-se em interpretações bíblicas bastante heterodoxas, não sentindo nenhum pudor em expô-las mesmo diante de um grande público.

Continuar lendo

A tática do caos na Europa

Na Europa, estão fomentando o caos social. A tática parece ser a seguinte: facilita-se a imigração, causando um choque cultural forte, importando o barbarismo árabe para um mundo que considera-se a última manifestação da civilidade, fazendo, assim, levantarem-se movimentos contrários, claramente xenófobos e com ideologias raciais, levando os países à beira da guerra civil.

Do caos instalado, tentarão capitalizar, talvez justificando a imposição de governos mais totalitários, talvez tentando destruir a direita, identificando-a, em um puro jogo de retórica falaciosa, com os grupos neo-nazistas ressuscitados dessa confusão.

O que surgirá disso tudo é uma grande incógnita, mas é certo que a destruição é o campo de atuação preferido dos grandes globalistas, onde acreditam poder moldar a civilização segundo seus critérios e interesses.

Abortismo é eugenia

É preciso colocar a questão relativa ao aborto em seu devido lugar. E ela não tem nada a ver com divagações filosóficas e abstratas acerca da natureza humana do feto ou sobre os direitos da mulher sobre seu corpo.

Pense bem: uma mulher estuprada ou mesmo depois de ter uma relação sexual na qual ela desconfie que pode ter engravidado, tem a possibilidade de, logo em seguida ao ato, tomar as precauções necessárias para evitar a gravidez. Sem entrar no mérito da licitude moral da pílula do dia seguinte, o fato é que ela existe e está disponível, com valor acessível a qualquer um.Portanto, quando se discute o aborto, as últimas pessoas que realmente serão beneficiadas com sua descriminalização são aquelas mulheres que engravidaram sem sua vontade.

Está muito claro que o abortismo é uma proposta evidentemente eugenista, que busca dar o direito às pessoas descartarem os seres humanos que elas considerarem inferiores e indignos de viver.

O que elas querem é ter a possibilidade de de decidir se aquela criança que está para nascer é condizente com as expectativas e, assim, determinar se devem vir à luz.

É pura eugenia; o resto é diversionismo.

 

A virtude dos novos revolucionários

Os novos revolucionários, formados por uma massa de jovens maltrapilhos, se bem que por livre espontânea vontade, já que, em sua maioria, não têm problemas financeiros que os impeçam de comprar as melhores roupas de grife, são mais perigosos que os antigos, pelos simples fato de não se verem como revolucionários, mas como a própria representação da virtude.

Continuar lendo

O canto de sereia ideológico

sereiaO que são as utopias, entre elas o marxismo, senão o sequestro do anseio dos marginalizados, que voltam-se contra os prósperos sua indignação com a vida, prometendo-lhes o fim da necessidade de sua revolta com o igualitarismo miserável? E o que são as ideologias senão o berço dos ressentidos, onde recostam suas consciências para aliviar seus complexos de inferioridade?

Por isso, jamais confundam esses movimentos com busca pela justiça, pela igualdade e pela defesa dos excluídos. Todas essas promessas são apenas o canto de sereia usado para atrair os infelizes que, insatisfeitos com sua própria realidade, não veem a hora de se lançar em algo que lhes pareça ter algum sentido.