Confundidos pelo próprio erro

Permanecer longe de Deus é como mergulhar em denso nevoeiro, onde ver as coisas como elas são é impossível, restando apenas sombras da realidade, que mais confundem do que revelam

Olá Fábio.
Este é seu texto.
“Quando alguém, em defesa da homossexualidade, apresentar o argumento de comparação com animais, dizendo que estes também apresentam comportamento homossexual e, por isso, o homossexualismo é algo natural, a melhor resposta a ser dada é: há espécies que comem fezes e outras que devoram suas próprias crias. Portanto, pratiquemos a naturalidade em sua plenitude! Cada um possui a opção de se parecer com quem mais se identifica, uns com Deus outros com a besta”
Fábio,
Tenho plena certeza que quando os homens praticam algo ilógico, inconscientemente para se manterem longe do sentimento de culpa que sua própria consciência lhes impinge eles começam a pregar estas práticas animalescas como algo natural para que esta culpa seja compartilhada com outros fazendo com que eles se sintam mas aliviados de suas culpas, usando até como argumento a falácia de que estes atos sejam praticados por algumas espécies de animais.
Pois bem, sendo assim está fora de questão qualquer falta de consciência quanto o erro desta prática, ou seja, eles sabem exatamente o nível de erro que estão praticando.
Sendo assim, quem reconhece o erro quer praticar sempre o acerto.
Pergunto.
Porque essas almas, sabendo que está prática animalesca é um erro, não conseguem se conter nesta prática insana?
Porque elas agem desta forma?
Está provado que não é uma doença física.
Nenhuma criança nasce homossexual.
Que força estranha é esta?
Airton
 
Caro Airton:
 
Você afirma que essas pessoas reconhecem seus erros. Porém, eu acredito que as coisas não são tão simples assim.
 
Leon Festinger chamou de dissonância a pressão que ocorre quando algo na realidade não coaduna com as crenças e valores do indivíduo. Ele percebeu, em seus estudos, que boa parte das pessoas, ao tentar aliviar essa pressão, ao invés de aceitarem a realidade como ela se apresenta, simplesmente criam uma racionalização justificadora que as deixa mais confortáveis diante das circunstâncias. Essa racionalização não chega a ser insconsciente, mas é um manejo tão sutil e ao mesmo tempo tão forte, que o indivíduo acaba por acatá-la como se fosse verdade.
 
Obviamente, não significa que a pessoa não seja responsável pelos seus atos, mas, se queremos encontrar a origem do problema, não será nas justificativas e nas razões dadas atualmente por ela que iremos achá-lo.
 
Airton, você me pergunta, então, que força estranha é essa? E o interessante é que ela se parece mesmo com uma força estrangeira, sinistra, que parece não vir da naturalidade do homem.
 
E eu estou certo que tal força é o fruto do afastamento do homem em relação a Deus.
 
Deus é a verdade. Estar próximo Dele é estar perto da verdade. Do contrário, afastar-se dele é compreender cada vez menos a realidade. Isso está bem definido pelo simbolismo da luz e das trevas. Permanecer longe de Deus é como mergulhar em denso nevoeiro, onde ver as coisas como elas são é impossível, restando apenas sombras da realidade, que mais confundem do que revelam.
 
No caso levantado por você, podemos ver que a prática do pecado constante, aliado ao desprezo em relação à divindade, só pode causar isso: um forte entorpecimento da consciência. Por isso a Bíblia afirma que “o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes” (Rom 1.28). Na verdade, Deus os abandonou às suas próprias razões, dissociadas da razão eterna, que nada pode compreender, mas apenas cria suas próprias leis.
 
Portanto, quando essas pessoas defendem o que defendem, mesmo diante da obviedade de seus erros, não fazem isso certos de que estão errados, mas, confundidos pela própria ignorância, fruto de seu pecado, são eles mesmos enganados por aquilo que crêem ser o mais correto.
 
Na paz de Cristo
 
Fabio Blanco

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