Crianças lançadas em um inferno sem volta e sem glamour

Aquele estereótipo novelístico do casal gay fiel é uma rara exceção

Pequena criança, tua inocência é presa fácil daqueles que te vêem apenas como instrumento de manipulação para a confirmação de suas próprias fantasias. Eles, já atolados na lama de suas concupiscências, não felizes em manter-se como párias, tentam impor sobre todos, como regra, suas perversões. Estão entenebrecidos em uma existência infértil e decidem disseminar sua infelicidade sobre todos.

E tu, pobre inocente, os vê como ídolos de tua geração, como modelos de atitude e postura. Quem, afinal, pode ser exemplo para ti? Teus pais, aqueles velhos e chatos que têm como, praticamente, única preocupação, teu sustento, educação e segurança? Eu sei que para teus olhos aqueles heróis midiáticos são bem mais atrativos. Eles não te cobram nada, não te dão conselhos, não te exortam. Eles apenas vivem sua liberdade da maneira que tu desejarias viver a tua. Eles não têm compromisso com nada e com ninguém e é isso mesmo que tu queres. São eles o arquétipo da liberação que sonhas para tua existência.

Então começas agora a viver como eles. Se eles são felizes em seus relacionamentos abertos, em sua falta de compromisso, em sua fuga da responsabilidade, por quê tu não serias? Se eles podem escolher amar, seja meninos, seja meninas, por que tu te limitarias à indicação da natureza, que ensina que o outro sexo é o teu complemento?

Afinal de contas, eles estão todos realizados, bem resolvidos. Suas vidas são como um conto de fadas, onde seus desejos são satisfeitos. Eles são os inteligentes, os bem relacionados, os bem vestidos. Eles são as pessoas mais bem informadas, mais bem instruídas. São eles os pacíficos, os libertários. Por que então não seguirias seus passos?

Mas, dócil criatura, quero apenas informar-te que foste enganada. Tu, que estás dando os primeiros passos na cópia desses teus heróis, acreditando que a vida deles é o teu exemplo, saibas que o que tu vês divulgado é a mais grosseira mentira.

Não te informaram, pura infante, que apesar de dizerem que o homossexualismo é algo lindo, puro e natural, te esconderam a informação de que a grande maioria dos casos de AIDS (sim, aquela doença, contraída principalmente na relação sexual, que destrói as defesas biológicas do corpo e que foi o terror das duas gerações antes da tua) acontece entre os homossexuais. Isso porque são nesses grupos que a promiscuidade é mais incentivada e experimentada.

Talvez tu não saibas, mas aquele estereótipo novelístico do casal gay fiel é uma rara exceção. Se conheceres algum homossexual assumido e mais experiente, que tu percebas que é honesto, pergunta para ele como é a vida no meio. Se ele for sincero dirá para ti que as orgias, a devassidão e o sexo grupal são algo comum e estimulado. Os homossexuais que conheci sempre me disseram isso. Outros, conhecidos do público, nunca esconderam isso também. Procura alguma coisa sobre a vida de Cazuza e Renato Russo e terás uma ideia da realidade que os cercava.

Não penses, jovem, que estou querendo dizer que entre os heterossexuais não há promiscuidade e devassidão. É evidente que há. Mas não quero apenas que te sobrevenha o engano de creres que a vida dos teus ídolos é linda como eles tentam demonstrar. Saibas que grande parte deles está escorada em antidepressivos e drogas ilícitas. Isso porque a realidade, para eles, em determinado momento, torna-se insuportável. A vida com suas exigências, responsabilidades e decepções é um monstro impossível de ser abatido. O melhor caminho, portanto, que lhes socorre é a fuga para o mundo paralelo da fantasia artificial.

Ninguém te disse essas coisas, não é? Eu apenas estou fazendo isso porque acredito que tens o direito de conhecer a verdade. A vida não é fácil para ninguém, mas há caminhos que não permitem volta e, talvez, o que estão propondo para ti seja um desses. Hoje, tudo parece libertador: não há definições prévias, fazes tuas escolhas, decides teus amores, direcionas teus caminhos. O que tu não sabes é que certas estradas são vias de mão única, sem retorno.

Estás sendo enganada. Saibas isso.

Neste momento, tu não podes ver as consequências de teus atos. Tu vês tudo como uma grande festa, uma grande alegria. Mas o que será de ti quando o tempo cobrar sua conta? Quando esse teu jeito fashion ficar ridículo, por não seres mais jovem e teu corpo não mais responder aos exercícios para deixá-lo em forma, o que farás? Quando te bater aquele desejo de seres pai ou mãe e de teres uma família (algo que é um impulso naturalíssimo em qualquer ser humano), como tu resolverás isso? Adotarás e imporás sobre teus filhos a estranheza de possuir dois pais ou duas mães?

Desde já abandonaste a oportunidade de conhecer o sexo oposto, de aprender com suas diferenças, de enriquecer tua existência com a companhia de um ser que é completamente diferente de ti. Estás perdendo a chance de crescer, de experimentar um relacionamento que te complete, não pelas similaridades, mas, sim, pela diversidade. Te digo, meu relacionamento com minha mulher me ensinou muito mais coisas do que todos meus amigos. Não porque ela seja mais sábia, mais inteligente ou mais instruída do que eles, mas, simplesmente, porque ela é tão diferente, sendo mulher, que pude perceber qualidades que faltavam em mim, sendo homem.

Abandonarás, desde já, essa possibilidade? Apenas porque te ensinaram que essa vida moderninha é mais interessante? Não confundas amizade com atração. Tens teus amigos e isso é bom. Eles estão aí para trocar experiências contigo. A vida romântica, no entanto, é mais que amizade, é complemento, e apenas podem se completar aqueles que são diferentes, psicologicamente e anatomicamente também.

Outra coisa, tu não percebes que agir como se fosses do sexo oposto é para ti um esforço constante? Tua voz precisa ser alterada, já que ela teima em soar diferente de como a desejas. Teus gestos precisam ser forçados, afinal teu corpo não responde com naturalidade aos movimentos que queres impor a eles. Talvez queiras fazer implantes, mudanças anatômicas que te façam parecer com o “gênero” escolhido. Mas o que é isso senão a montagem de um personagem que te acompanhará por toda a vida. E se é um personagem, como acreditas que manterás tua sanidade? Imaginaste a dificuldade de uma vida em que terás que atuar, como em uma peça teatral, perpetuamente?

Te digo essas coisas não porque discordo de tuas escolhas, mas porque vejo que tua geração está sendo enganada e corrompida. Enganada por ser bombardeada com a ideia de que a vida homossexual é linda e absolutamente normal. Corrompida, por ser forçada, tão prematuramente, a ingressar em um estilo de vida que sabe-se tão cheio de dificuldades.

Homossexuais sempre existiram e sempre existirão. Porém, quase sempre essa foi uma opção da vida adulta, resultado das experiências adquiridas, boas ou ruins. O que é monstruoso é a manipulação de crianças como tu, que sequer vivenciaram a normalidade das experiências e são lançadas, ainda no início da posse de suas consciências, a um inferno sem volta e sem glamour.

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