Paralisação social não é uma opção

Tome bastante cuidado com as opiniões técnicas que você ouve por aí. Mesmo aquelas que dizem ser baseadas em números, ainda que tenham cálculos perfeitamente feitos, no fim das contas, são todas palpites.

A realidade é que mesmo os experts não sabem o que estão fazendo diante dessa epidemia. Não que eles não tenham seus estudos, seus conhecimentos e suas técnicas. O que eles não têm é certeza de que o que propõem alcançará algum resultado efetivo.

Isso inclui os que defendem o isolamento, os que defendem a tal de quarentena vertical e os que defendem a contaminação de rebanho e até mesmo os que são contrários a qualquer confinamento. Estão todos perplexos, trabalhando sobre os dados, sobre a aritmética envolvida, tentando conseguir os melhores resultados. Mas certeza, eles não têm de nada.

Ora, se os experts não têm certeza de nada, ninguém mais tem.

Portanto, toda defesa de qualquer ação, neste caso, baseada em eficácia ou falta de eficácia é mero chute. Estão defendendo algo por intuição, não por convicção.

Este não é o meu caso. Sabe por quê? Porque minhas razões não são técnicas; são razões exclusivamente morais, filosóficas, psicológicas e lógicas. Não estão fundamentadas em resultados, mas em princípios.

E, por princípio, falo, há mais de uma semana, que a paralisação da sociedade NUNCA FOI UMA OPÇÃO para nós. Não por questões econômicas, nem por uma conta qualquer, mas, simplesmente, por ser uma opção imoral e inviável.

O que eu quero dizer é que ainda que ela fosse eficaz, ela estaria errada (a não ser que fosse muito curta e com resultados comprovados).

Portanto, quero deixar claro: MINHAS RAZÕES CONTRA A QUARENTENA NÃO SÃO TÉCNICAS. E todos os que apresentam razões técnicas, contra ou favor, devem ser ouvidos com bastante cuidado.


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