Profilaxia psicológica

NÃO HÁ MOTIVOS PARA DESESPERO. NENHUM MOTIVO

Desde o início dessa balbúrdia causada pela praga sínica, meu objetivo tem sido colocar as coisas em perspectiva. Não falo para a sociedade. Falo para as pessoas que acompanham minhas reflexões. Se em média cada texto tem umas cem manifestações de apoio, é provável que 200, 300 pessoas – talvez um pouco mais – leiam periodicamente o que eu escrevo. É para estes que eu me dirijo.

Sendo assim, é para vocês que estão sempre por aqui que eu quero dar algumas poucas palavras de alento. Pelo menos, de despertamento da consciência em relação à realidade dos fatos.

O que vou dizer é exatamente o que eu digo repetidamente para minha esposa e meus amigos. Portanto, eu espero que você receba isso como um conselho de amigo mesmo.

NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO, NEM PARA ANSIEDADE!

Vou lhe explicar a razão disso: se há algo que é comprovado por diversas experiências de psicologia científica é a nossa incapacidade de lidar com os pequenos riscos. Por algum motivo, somos insensíveis a eles. Isto explica porque tanta gente tem menos medo de andar de carro na estrada do que andar de avião, ainda que as chances da pessoa sofrer qualquer tipo de acidente aéreo seja mínima – o que não é o caso dos acidentes automobilísticos.

No caso de uma epidemia como esta ocorre exatamente a mesma coisa. As chances de alguém contrair o vírus e ele se desenvolver para uma forma mais aguda da doença é mínima. Não muito diferente de outras doenças. Se você estiver fora do grupo de risco, morrer dela é tão ou mais difícil do que ganhar na loteria.

No entanto, muitas pessoas vão contrair a doença ao mesmo tempo e, proporcionalmente, muitas pessoas vão desenvolvê-la para uma manifestação mais grave e muitas, ao final, irão morrer.

Somando-as a isso o fato de que toda a mídia e as próprias pessoas pelas redes sociais estão cobrindo todas as os fatos relativos a esse problema, você vai começar a receber muitas informações sobre mortes, pessoas em crise, gente desesperada etc.

Com isso, pelo fato, que eu já apontei, de não termos sensibilidade para percebermos os pequenos riscos, a tendência é começarmos a ficar ansiosos e com medo, tendo a sensação que a morte nos espreita, que a chance de termos um problema sério é real.

Mas eu vou repetir: A CHANCE DE VOCÊ TER PROBLEMAS SÉRIOS COM A DOENÇA SÃO PEQUENAS! Proporcionalmente pequenas. Estatisticamente pequenas.

Mesmo que você contraia a gripe, dificilmente – MUITO DIFICILMENTE – ela evoluirá para um quadro crítico.

Lembre-se: doenças matam. Todas doenças matam. Umas mais outras menos, mas todas matam. E essa doença mata, menos que umas e mais que outras, mas é uma doença, afinal.

No entanto, isso não significa que suas chances de morrer aumentaram. Não aumentaram. Elas continuam exatamente as mesmas.

Apenas vai haver a impressão que aumentaram, por causa do acúmulo de casos e da repercussão da mídia.

Portanto, seja inteligente e faça esses dois procedimentos de profilaxia psicológica:

  • Lembre-se todo dia do que eu escrevi aqui: de que, estatisticamente, suas chances de morrer são mínimas. Sua percepção não vai aceitar esse fato imediatamente, mas se você repetir isso constantemente, chega um momento que sua mente começa a aceitar essa verdade.
  • Não confie na sua capacidade de absorver as informações sobre a doença. Mesmo os mais fortes acabam sucumbindo em algum momento. Proteja-se, portanto.

2 respostas a “Profilaxia psicológica”

  1. Relaxa, querida! Tudo vai passar. Mais rápido do que as pessoas pensam.

  2. Parabéns Prof.!! Enfim, encontrei as palavras que representam o que sinto. Obrigado.
    Achei que era eu quem estava sofrendo da falta de senso de realidade.

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