Revolta contra Deus

Quase toda a revolta contra Deus não passa de uma birra juvenil.

Da mesma maneira que o adolescente enxerga nos pais o reflexo de sua própria impossibilidade, pois eles são, ao mesmo tempo, seu limite e seu freio, o revoltado vê em Deus sua própria insignificância e pequeneza, o que para seu ego inseguro lhe é insuportável.

Quase todo ateísmo não é mais do que uma expressão obsessiva por mostrar-se independente, tentando deixar claro para todo mundo que não vive sob as asas da autoridade divina.

É um esforço infantil por apresentar-se como dono de si mesmo, como senhor de seu próprio destino, como alguém que não precisa dar contas a ninguém.

Sempre quando vejo um ateu, lembro-me de minha adolescência, quando ameaçava meus pais de que iria sair de casa, arrumando minha mochila velha e enchendo-a com minhas tralhas inúteis.

No fundo, eu sabia que, por mais que eu os ameaçasse, por mais que eu reclamasse de sua suposta opressão, por mais que eu dissesse que queria minha liberdade e viver minha própria vida, lá no fundo eu sabia que dependia deles para tudo e que toda minha demonstração de rebeldia era apenas uma forma de sentir-me senhor de mim mesmo. Restava, então, se trancar no quarto e praguejar.

Os ateus militantes que me desculpem, mas eu não consigo olhar para eles e deixar de ver apenas crianças rabugentas, que batem os pés, que choram, só porque não podem fazer todas as besteiras que têm vontade.

A esquizofrenia do ateu

É fácil, para quem se diz ateu, negar um projetista para o universo. Difícil é ele viver em um mundo que, a despeito de possuir uma complexidade incrível e uma diversidade inabarcável, segue em estabilidade e harmonia perfeita e, ainda assim, negar que ele tenha sido criado por uma inteligência superior. Ser ateu é, portanto, um estado de negação contínua, uma contradição ininterrupta, pois os fatos, a todo instante, negam tudo aquilo que ele diz estar convicto.

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A esquizofrenia do ateu

É fácil, para quem se diz ateu, negar um projetista para o universo. Difícil é ele viver em um mundo que, a despeito de possuir uma complexidade incrível e uma diversidade inabarcável, segue em estabilidade e harmonia perfeita e, ainda assim, negar que ele tenha sido criado por uma inteligência superior. Ser ateu é, portanto, um estado de negação contínua, uma contradição ininterrupta, pois os fatos, a todo instante, negam tudo aquilo que ele diz estar convicto.

Não é à toa que os ateus costumam falar de Deus constantemente. Seria mais saudável, já que negam sua existência, esquecer completamente dele. Mas isso lhes é impossível. A estrutura da realidade, a todo momento, grita em seus ouvidos a existência do ser superior que eles se esforçam por negar. E como fingir que não ouvem esse som nítido que vem do mundo pode ser muito prejudicial à sua saúde mental, então precisam falar, sempre, sobre Deus, ainda que seja para negá-lo.

A tagarelice ateia nada mais é, portanto, do que uma tentativa desesperada de calar verdade. Quanto mais expõem seus pensamentos, quanto mais repetem suas concepções toscas a respeito da existência, por mais que elas não façam nenhum sentido diante daquilo que experimentam, ao menos seu palavrório serve para tentar equilibrar a vantagem que a voz da realidade tem quando se calam.

Ser ateu é, portanto, um tipo muito sofisticado de esquizofrenia. É viver o tempo todo entre duas realidades, a da sua mente e a do mundo, e ficar em alerta constante, com o intuito de defender aquela das ameaças ininterruptas que vêm deste. Ser ateu é, afinal, uma tentativa desesperada de negar aquilo que não apenas seus olhos vêem, mas todo seu ser percebe. Ser ateu é escolher o nada.

Publicado originalmente no NEC – Núcleo de Estudos Cristãos

Ateísmo ocidental: filhote do cristianismo

Afinal, o que é o ateísmo senão um subproduto, um desvio do próprio cristianismo?
Posso compreender perfeitamente, e até mesmo respeitar, a crença de que a Bíblia não é uma revelação divina. Afinal, isso depende de alguma fé, e esta pressupõe alguma experiência e comunhão com Deus. No entanto, negar que sobre suas letras a civilização na qual vivemos e da qual usufruímos fora construída chega às raias da ignorância.

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