Vitória contra a natureza

Toda engenhosidade humana é uma vitória contra a natureza.

De um pequeno trabalho artesanal, até as grandes obras da engenharia; de uma pequena redação à feitura de uma enciclopédia; da composição de um poema à publicação de um tratado de física; da construção de um instrumento de manufatura até à edificação dos arranha-céus, tudo acontece pela negação humana de sua tendência natural à acomodação.

Se seguíssemos o que alguns proclamadores da liberdade apregoam, de que é necessário dar vazão aos instintos para despertar a criatividade, estaríamos ainda vivendo em árvores, comendo frutas silvestres e dormindo em cavernas.

E apesar desse parecer ser o sonho de uns hippies tardios, estamos bem satisfeitos com que o ser humano, em seu esforço contra suas tendências naturais, construiu para nos oferecer conforto.

Ônus dos revolucionários

O fato é que não cabe a quem defende a ordem social existente, ou seja, os conservadores, o ônus de provar que ela é boa. Cabe, sim, àqueles que desejam substituí-la mostrar, com argumentos racionais e elementos palpáveis, e não com quimeras, as razões por que ela não serve. Algo que esses revolucionários jamais conseguiram fazer.

Ódio da incompreensão

Muito do ódio que os ressentidos apresentam diante do sistema econômico e sociedade atuais é fruto da incapacidade deles de compreender como as regras vigentes os beneficiam. São ingratos com quem lhes suporta, simplesmente porque não enxergam a mão que lhes sustenta.