A extinção dos antigos formadores de opinião

Cada vez menos os emitidores de opiniões presentes na grande mídia têm influência sobre o restante da sociedade.

Ouvi-los falando sobre os mais diversos assuntos, sobre os quais, na maioria das vezes, não entendem nada, é quase como que assistir suas peças de ficção: é uma mera experiência de observação, que não levamos em conta para além das portas do teatro.

De alguma maneira, na internet as pessoas encontraram aqueles que possuem uma visão de vida semelhante a delas e puderam com isso se libertar do palavrório falso e irritante daqueles que, até aqui, tinham o monopólio do discurso.

Hoje, esses pretensos intelectuais formadores de opinião estão se transformando em uma espécie exótica, que pode até servir para divertir as pessoas, mas, cada vez menos, o que dizem pode ser levado em conta seriamente.

E o mais interessante disso tudo é que, como animais que percebem o perigo que ronda a sua espécie ficam, a cada dia, mais ariscos, mais propensos a se afastar do perigo que representa a civilização verdadeira, fechando-se em seus bandos, alimentado-se e protegendo-se mutuamente, lutando desesperadamente contra sua própria extinção.

Deixemos, portanto, que vivam de suas próprias migalhas, mas não joguemos comida aos animais, nem permitamos que usem do dinheiro que arrecadam de nós para sustentá-los.

Os velhos formadores de opinião já não influenciam mais

Tenho lido que a maior emissora de tv do país tem perdido, cada vez mais, sua audiência. E não é só isso, são números conhecidos aqueles que se referem à queda brusca que a mídia impressa tem sentido na venda de seus jornais. Parece que os velhos líderes de audiência estão perdendo seu posto.

É notório que as pessoas que dirigem essas mídias não refletem exatamente a cabeça do cidadão comum. Eles são vanguardistas, são sempre mais libertinos, sempre mais avançados. Só que, até aqui, eles estavam acostumados a ser a referência pensante, os determinadores da moda, de como as pessoas deveriam se comportar e como agir.

O problema, para eles, é que com o advento da internet, as pessoas descobriram que essas “cabeças pensantes” não eram as únicas e que haviam outras que refletiam muito melhor aquilo que elas mesmo pensavam. Os velhos “formadores de opinião”, tão acostumados a serem os únicos, sofrem agora com a concorrência de gente que aparece do nada e começa a fazer a cabeça da galera.

Na verdade, a velha guarda está sendo desmascarada. As pessoas já perceberam que o que eles dizem não corresponde a uma verdade absoluta e que, enquanto eles apresentam uma ideia, existem centenas e outras pessoas dizendo o contrário.

Então, como esses antigos influenciadores não sabem pensar de outra maneira, pois já estão completamente corrompidos com sua própria estupidez, só lhes resta espernear contra a rebeldia do povo, que não aceita mais se submeter aos devaneios alucinógenos de intelectuais caquéticos e cada vez menos se interessa por consumir suas bostas enlatadas.