Grotesco inócuo

Os revoltados já não causam mais espanto. Podem sair às ruas com seus peitos ao vento, com seus cabelos coloridos, suas roupas rasgadas e vociferando palavras raivosas de ordem que, ainda assim, já não assustam mais ninguém.

Quando nos deparamos com esses manifestantes mijando nas calçadas, quebrando vidraças e simulando atos sexuais com objetos religiosos, por mais que ainda tenhamos desprezo por tais cenas, elas não conseguem mais nos chocar.

O que aconteceu é que, depois de tantos anos dessas pessoas despejando sobre nós suas esquisitices, suas provocações bizarras, seus apelos ao grotesco e seu uso do imundo para provocar nojo, acabamos todos dessensibilizados. Mesmo para o pai de família, para o trabalhador, para a dona-de-casa e até para o crente nada mais parece estranho, nada mais é absurdo.

Isso porque tudo aquilo que antes servia para causar escândalo simplesmente tornou-se lugar-comum. Esses rebeldes fizeram tanto para apresentar ao mundo uma versão grotesca da vida, que o grotesco tornou-se cotidiano. Dessa forma, o máximo que eles conseguem provocar hoje nas pessoas é desprezo – e aquela sensação de que tratam-se de meros coitados, clamando desesperadamente por atenção.

Além disso, eles não se deram conta de uma outra realidade: a de que a própria vida cotidiana passou a ser tão terrível que tentar torná-la ainda mais feia é simplesmente impossível. Pessoas que vivem na loucura do mundo moderno tendem a não se espantar com mais nada. O dia-a-dia anda tão estranho que, para as pessoas, um amontoado de gente esquisita fazendo obscenidades à vista de todos não passa de um fato inusitado, porém sem maior importância.

Na verdade, o mundo anda tão insano que já começa a haver um desejo de retorno às coisas mais simples, como o belo, o bem, e à verdade. Estamos tão saturados das vilezas que já nos chama mais atenção homens rezando, mães abandonando seus empregos para ficar com seus filhos e jovens pensando em se casar do que militantes fazendo arruaça no meio da rua.

O fato é que os rebeldes perderam sua narrativa e seu instrumento – que estavam totalmente baseados no escândalo. E agora que seus métodos tornaram-se inócuos, tudo o que lhes restou foi uma ideologia oca, escondida por detrás de uma aparência grotesca.

Estupradores intelectuais

Quando um professor militante ideológico ensina para as crianças aquilo que ele acredita, inocula nelas uma doença que já se impregnou nele mesmo, que é o ressentimento. Como todo esquerdista vive disso e enxerga o mundo a partir dessa perspectiva, não há como ele não deixar de transmitir isso para seus alunos.

Assim, as crianças aprendem que se algo não está certo na vida delas, a culpa é sempre dos outros. Os pobres o são por causa dos ricos, os filhos estão perdidos por causa dos pais, as pessoas não conseguem obter sucesso por causa do sistema e o país não se desenvolve por conta de seus governantes.

Como todo esquerdista vive da cultura da reclamação, os jovens que são ensinados por eles acabam não sendo estimulados a vencer pelos próprios méritos, mas somente pela força do berro, como bem mostra as invasões ocorridas na escolas da cidade de São Paulo. Também, não são ensinados a sofrer as consequências de seus erros, como pode ser visto no sistema de aprovação automática. Com isto, entendem rapidamente que sempre podem encontrar uma desculpa para seu próprio fracasso.

Por isso, a ocupação de espaços praticada pela militância ideológica nas instituições de ensino é um mal tão grande. Com suas práticas de (des)ensino, estão, na verdade, furtando a chance desses meninos e meninas de vencerem na vida. Essas crianças estão sendo vilipendiadas, tendo seu futuro alijado pela inoculação de uma mentalidade ressentida e derrotista, que só sabe reclamar, reivindicar e fazer bico.

O que esses professores fazem é criminoso. Se aproveitam da inocência e inexperiência de seus alunos, os quais não possuem instrumentos intelectuais para discernir o que é bom ou ruim, e lançam sobre eles o lixo que já transborda de suas próprias almas.

Não tenho nenhum receio de afirmar que docentes que utilizam a cátedra para transmitir conteúdo ideológico para crianças é um violentador. Se estupro, segundo as leis brasileiras, é todo ato libidinoso praticado sem o consentimento da vítima, então não posso deixar de fazer uma analogia tão óbvia: a de que professores militantes são estupradores mentais e pedófilos intelectuais. Quando enfiam sua pornografia ideológica no cérebro dos pequenos, são óbvios violadores inescrupulosos.

Podem até alegar que eles acreditam no que ensinam e entendem que aquilo é o melhor para seus alunos, mas, quando ouço isso, não posso deixar de lembrar o que dizia um conhecido criminoso, pego na cama com uma menina de 6 anos: “eu fiz aquilo por amor”.