A opinião dos cientistas

A ciência não tem a capacidade de descrever exatamente os fatos, em seu sentido mais profundo, mas seu papel se restringe a estabelecer qual é o processo por detrás deles.

Por isso, dar ouvido a cientistas, enquanto tais, em qualquer matéria que não seja a mera informação sobre como as coisas se dão é idiotice.

E é por isso que quando os cientistas se arrogam no direito de dar palpites em algo que vai além de suas observações técnicas acabam falando apenas besteiras.

Ainda assim, insistimos em colocá-los no ápice da pirâmide intelectual, subjugando-nos aos seus conselhos e sendo levados pela mesma volatilidade que é da própria natureza da pesquisa científica.

Então, o que ontem era bom hoje é ruim, o que foi saudável, agora faz mal e o que era verdade virou mentira. Tudo é tão volúvel que a impressão é que não existe mais sabedoria universal, nem conhecimento perene. Tudo parece instável e nada parece certo, tudo porque demos ouvidos demais a quem vive de contestar as próprias afirmações.

Assim, nos perdemos nesse vai e vem de teorias, só porque tratamos a ciência como uma deusa, quando ela não passa de um instrumento e nada mais.

O choro pelo monopólio perdido

Você sabe por que hoje tem-se a impressão de estar havendo uma polarização, uma briga entre lados opostos? Porque vivemos tanto tempo presos sob um monopólio de de informações e opiniões que, quando começam a aparecer ideias contrárias aquelas que pareciam ser únicas, a impressão que se tem é de que vivemos um momento de intensificação das contrariedades, quando, na verdade, vivemos apenas a normalidade da diversidade. Continuar lendo