A natureza espiritual maligna do marxismo

O marxismo é, de diversas maneiras, uma usurpação e uma paródia mal feita tanto da religião cristã, como da própria civilização ocidental. O que ele fez foi tomar tudo o que nosso mundo criou e desenvolveu e reter com ele, como se ele, o marxismo, fosse o possuidor legítimo de suas qualidades.

Foi dessa maneira que ele se apropriou da linguagem cristã, de sua moral e também de seu caráter salvífico, tentando substituir o cristianismo como solução viável para as necessidades e expectativas do ser humano. E tomou para si ainda o que a própria Europa ofereceu ao mundo, arrogando-se de herdeiro de suas conquistas. Tanto que, nas palavras de Lenin, “o marxismo é o sucessor natural da filosofia alemã, da economia política inglesa e do socialismo francês”.

Formou-se assim, respectivamente, o espírito, a alma e o corpo dessa entidade maligna que surgiu para enganar o mundo com sua promessa de redenção.

Quem acha que o marxismo é apenas uma ideia, engana-se redondamente. É bem mais que isso. Ele é uma manifestação espiritual, um produto dos tempos, um filhote de um cristianismo cansado e desiludido.

Por isso, atacá-lo apenas politicamente é tão inócuo como querer derrotar um demônio a vassouradas.

O espírito marxista precisa ser encarado em várias frentes, como ideia e como força política, mas também como poder invisível e sutil, o qual se vence com palavras e força, mas também com inteligência, jejum e oração.

Ódio ao burguês

O discurso socialista apenas teve recepção nos corações e mentes de uma infinidade de gente porque já havia neles uma boa dose de ressentimento em relação às pessoas pertencentes às classes mais altas. É possível identificar isso desde o século XVIII, mas esse sentimento tornou-se mais evidente a partir do século XIX. 

O interessante é que apesar de haver uma certa inveja em relação à aristocracia, eram os chamados burgueses aqueles que mais causavam irritação. Isso porque o burguês, segundo a concepção marxista, não era necessariamente alguém que possuía uma condição de vida mais favorável por conta de hereditariedade ou tradição, mas por ter se beneficiado, de alguma maneira, das conquistas do mundo industrializado. O burguês, em essência, não era diferente do trabalhador ordinário, mas era comum que, por causa de suas condições materiais mais favoráveis, começasse a assumir ares afetados e emulasse modos aristocráticos. Isto era absolutamente irritante para o homem do povo, que via no burguês apenas um sortudo arrogante, de mau gosto e hipócrita. 

O ser humano é assim: pode conviver muito bem com o fato de que existam pessoas superiores a ele, desde que não tenham a mesma origem que a dele. O proletário não tem tanta inveja do aristocrata ou do nobre, que possui seu status por hereditariedade, do que do dono de fábrica que conquistou sua posição começando como trabalhador como ele. O sucesso de um igual é o espelho do próprio fracasso. E os movimentos socialistas sempre foram formados, em grande parte, por gente desse tipo: invejosos e fracassados.

A ideologia de Haddad e o urbanismo inumano

Mendigo com frioO que caracteriza a literatura utopista iniciada no século XVI é a possibilidade da criação de uma sociedade completamente planejada, de maneira que as pessoas que nela morassem fossem beneficiadas. A proposta era de criar um sistema social que não apenas ajudasse os homens a viver melhor, como os moldasse, para que se tornassem bons cidadãos.

Tudo parecia muito bonito e, provavelmente, seus idealizadores acreditassem que suas ideias representavam o que há de mais humano. No entanto, todas as utopias cometiam o mesmo erro: apesar de serem pensadas para os homens, os desprezavam como indivíduos. Continuar lendo

O mito do paraíso socialista sueco

socialismo-suecoDas vezes que entrei em alguma discussão com algum defensor do socialismo que não fosse apenas um comunista inveterado, quase sempre tive de ouvir uma ladainha que já se tornou clássica: a de que a Suécia é a prova de como o socialismo pode dar certo. Quando eu ainda não tinha alguns conhecimentos que tenho, confesso que tal afirmação me incomodava, pois realmente parecia que havia algo de verdadeiro nela.

Porém, bastou estudar um pouquinho para eu saber que o mito sueco é mais um daqueles que perduram na mentalidade das pessoas, mas não aguentam uma análise minimamente detalhada do caso. Continuar lendo