Quanto mais eu estudo a natureza humana, mesmo por meio de autores e pesquisadores modernos, mais eu me convenço de que o que o cristianismo ensina é correto, a saber, que o homem possui uma natureza decaída, que tende para o que é inferior e repele o superior.

Ao mergulhar nos estudos sobre a Ciência da Vontade, me deparei com uma dificuldade universal, que é fazer com que o corpo e a mente trabalhem de maneira que ajudem no cumprimento dos planos, na realização dos trabalhos, na dedicação aos estudos.

A realidade é que eles nunca fazem isso. Pelo contrário, tudo demonstra que o cérebro humano é um sabotador e o corpo um rebelde. Quem esperar deles um auxílio espontâneo decepcionar-se-á.

Na verdade, a natureza humana precisa ser domada, como se faz com um animal. Se alguém quiser que ela colabore com seus projetos, em suas atividades, precisa aprender a colocá-la a seu serviço, sob seu comando.

E aqui está algo que o cristianismo ensina desde sempre: a mortificação da carne, que é nada mais do que a imposição do homem superior sobre o inferior.

Toda a Psicologia da Vontade se resume em entender como funciona a natureza e usá-la em seu favor. E não é exatamente isso que o cristianismo ensina?

As Escrituras e os pensadores cristãos sempre alertaram para os perigos de deixar-se levar pelos instintos, pelas demandas da natureza inferior. Ensinaram que era preciso não negá-la, mas domesticá-la.

Quando lemos os psicólogos modernos, por sua vez, observamos que, mesmo sem saber, e muitas vezes contra a vontade deles, corroboram muito do que a tradição cristã já vem ensinando há dois milênios. Por exemplo, a luta do homem contra sua natureza.

Nisso tudo, só posso dizer que, mais uma vez, o cristianismo se mostra verdadeiro.