Cultores da desgraça

As crises são a ração que alimenta o sonhos revolucionários. Lenin já dizia que a revolução seria impossível sem uma crise de toda a nação. Portanto, não se assuste quando ouvir falar delas. Elas sempre existirão, porque sempre serão cultuadas pelos profetas da desgraça.

Sentimentos destrutivos, que esperam por uma alteração drástica na sociedade, por meio de uma grande crise, penetraram na cultura. Enxergar em tudo o fim de uma era e ver nisso a possibilidade para mudanças radicais tornou-se um cacoete mental dos opinadores profissionais. Sendo assim, ocorrendo ou não distúrbios, havendo ou não problemas, eles sempre irão cantar uma canção de louvor à calamidade.

Observe como as notícias do dia sempre dão conta de uma tribulação forte o suficiente para abalar os fundamentos do país, para destruir a vida de alguém ou para mudar completamente o nosso futuro. Ainda assim, a vida continua e aquilo que parecia ser o apocalipse percebe-se que não passou, no máximo, de um aborrecimento.

Por isso, não dêem atenção demais às crises. Geralmente, elas nem existem. Normalmente, não passam de reflexos de vozes que aprenderam que quanto pior as coisas parecerem estar, melhor para seus sonhos de transformar o mundo naquilo que lhes é mais conveniente.


Deixe uma resposta