Pressa em julgar, rapidez em se condenar

Quando Pedro disse para as autoridades religiosas, que exigiam que ele parasse de pregar o Evangelho, que cabia antes obedecer a Deus que aos homens, ele apresentou, de uma maneira muito objetiva, que havia uma hierarquia a ser seguida. E no topo dela estava Deus. E sendo Deus a própria Verdade, não há como antepor qualquer autoridade humana a ela. Existe uma Verdade clara, objetiva e imutável sobre a qual não cabe nenhum tipo de indecisão ou relativismo. Apontar o erro de quem a afronta, portanto, é uma obrigação de qualquer cristão. No entanto, é bom lembrar que deve haver muito cuidado nessa leitura da Verdade. Ela é imutável; nós, porém, inconstantes e sujeitos a todo tipo de confusão. Portanto, a pressa ao apontar o erro alheio pode significar, ao mesmo tempo, a celeridade da própria condenação.

 

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