Feminismo para tempos de guerra

Este texto é para você, mulher, que está apoiando a campanha denominada de #Elenão, mas não é partidária do PT, não quer que o Brasil se torne um país socialista e acredita que esse movimento surgiu espontaneamente como reação a Jair Bolsonaro.

Sinto lhe dizer que você está agindo como uma idiota.

Não lhe parece estranho que a agenda feminista esteja ditando a pauta das eleições deste ano? De repente, em um país com tantos problemas urgentíssimos, principalmente em relação à violência causada pela criminalidade, só se fala de direitos das mulheres, de machismo, de equiparação de gêneros, homofobia e tudo o que envolve essas bandeiras feministas?

Pois vou lhe informar algo: nada disso surgiu por acaso e se você aderiu a essa gritaria nestas eleições saiba que você não passa de uma marionete nas mãos do PT.

Isso porque desde o impeachment da senhora Dilma Rousseff, tentou-se emplacar a narrativa de que o que havia ocorrido era um golpe patrocinado, principalmente, pelo machismo reinante na sociedade. Sendo a senhora Rousseff a primeira mulher presidente do país, insistiu-se que tirá-la do poder foi um ato contra todas as mulheres, e que seria, na verdade, um reflexo do que acontece em toda a sociedade.

Porém, os próprios promotores dessa narrativa, o Partido dos Trabalhadores, em sua administração interna, não agia coerentemente com ela, deixando, em seus postos e políticas, as mulheres em segundo plano, não trabalhando de maneira atuante tornando-as realmente beneficiárias da que era proposto e, também, mantendo-as apenas como coadjuvantes na direção do partido.

Não foi por acaso, portanto, que, em um processo de autocrítica partidária, em julho de 2017, a senadora Gleisi Hoffmann, apesar de todo o problema que já a cercava, como as ações criminais contra ela e todos os indícios de corrupção, foi eleita como a primeira presidente nacional mulher do Partido dos Trabalhadores. Era o pior momento pessoal para a senadora, mas o momento mais conveniente para a estratégia partidária.

Seguindo, então, essa onda de revisão dos próprios passos e preparando-se para traçar os caminhos para o ano que se seguiria, quando haveria eleições, é que, em outubro de 2017, o Partido dos Trabalhadores lançou, seu XII Encontro Nacional de Mulheres, onde apresentou seu Caderno de Teses, com o tema obviamente ligado às bandeiras feministas.

Foi ali que o plano de atuação do partido ficou traçado e isso significava dizer que, nas eleições de 2018, seriam as mulheres as protagonistas. Seriam elas que tomariam a frente das campanhas, das narrativas e da própria militância nas ruas. Como foi colocado no documento, “as eleições de 2018 serão uma oportunidade ímpar para o diálogo com a sociedade (…)”.

Esse diálogo nada mais era do que o levantamento de bandeiras feministas e a condução da sociedade para abraçar essas bandeiras. Para isso, a escolha da comunista Manuela D’ávila como concorrente à vice-presidente pela coligação partidária foi o fechamento perfeito para começar a se colocar em prática aquilo que havia sido determinado alguns meses antes. Afinal, “o PT, com seu ideário revolucionário (…) não pode mais ficar na defensiva (…) e [as] mulheres [foram e são] fundamentais(…)”.

Isso quer dizer que toda essa movimentação que se diz e favor dos direitos das mulheres nada mais é do que um cumprimento daquilo que já fora planejado, pelo menos, desde o ano passado, e que está sendo colocado em prática neste período eleitoral.

Por isso, é óbvio que não se trata de uma mera reação a um candidato específico, mas é o desenrolar de um plano muito bem construído para manipular a sociedade.

Eu afirmo que o objetivo é manipular a sociedade porque os direitos das mulheres se encontram ali apenas como 

instrumento para cooptar moças e senhoras desavisadas para ajudarem inconscientemente o partido a alcançar seus objetivos, fazendo com que “[elas se mantenham] em movimento contra esse golpe (…) o golpe imposto ao povo brasileiro e à companheira presidenta Dilma Rousseff”.

O partido tenta esconder, mas essas manifestações servem, principalmente, para “fortalecer a construção partidária, com perspectiva feminista e compromisso com bandeiras (…) [como] da legalização do ABORTO (…)”.

No entanto, é preciso entender que a atuação feminina nessa campanha não se dá para que seus direitos sejam preservados. Esses direitos são apenas a fachada para o objetivo principal. E o objetivo principal é a transformação do Brasil em um país socialista. Afinal, como diz o próprio caderno, “não há socialismo sem feminismo”.

E antes de você me acusar de estar tendo alucinações, atente-se para o fato de que o próprio partido, nesse Caderno de Teses, diz que defende “um feminismo anticapitalista”. Isso porque “as mulheres do PT entendem que a emancipação humana passa pela condição fundamental de extinção do atual modelo socioeconômico. Plena justiça social só será possível com a SUPERAÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA”.

Se todo esse pessoal está saindo às ruas, com palavras de ordem, a favor de todas essas bandeiras feministas, é porque seus organizadores entendem que “uma sociedade livre do machismo, do racismo, da LGBTfobia e de outras formas de opressão depende da criação de uma nova sociedade, e que esta seja COMUNISTA, cujo nascimento está atrelado à transição socialista”.

Por isso, entenda que se você participa dessas manifestações é porque concorda com a implantação do comunismo no Brasil. Se não concorda, saiba que estão lhe usando.

Talvez, para você, nada disso seja muito sério e participar dessas manifestações represente um tipo ingênuo de mostrar sua opinião. Tenha consciência, porém,  que para as petistas que organizam esses eventos tudo isso é crucial. Não é sem razão que, em seu documento, elas estão convocando “todas as mulheres do PT para somarem-se à construção de um Feminismo para TEMPOS DE GUERRA”.

Uma tática malévola, mas inteligente

A insistência petista em lançar o Lula como candidato à presidência da República parece, à primeira vista, apenas a teimosia de um partido que viu todo o seu poder desmoronar nos últimos anos. As constantes petições judiciais e a ininterrupta narrativa em favor do presidiário como concorrente oficial ao cargo máximo da nação dão a impressão de tratar-se de mera insistência em algo perdido.

No entanto, quem está apenas enxergando desvario nessa tática, na verdade, não está entendendo nada do que está acontecendo.

O PT, de fato, não possui esperança de que seu líder possa oficialmente participar do pleito. O partido sabe que a decisão da justiça é irrevogável e sequer há apelo popular para a libertação do condenado. Seu objetivo é, com efeito, manter, no imaginário da população, a ideia do Lula candidato. Mais ainda, um candidato injustiçado, impossibilitado de participar plenamente da campanha por forças que não querem permitir o seu retorno. Em uma ofensiva que envolve vários meios, o que o partido quer é que o nome de Lula seja mantido o máximo de tempo possível como alguém que está disputando as eleições, a fim de que seus eleitores cativos sejam mantidos fiéis até o mais próximo possível do dia da votação.

O melhor dos mundos, para eles, seria que o rosto de seu candidato aparecesse nas urnas eletrônicas. Porém, como isso será muito difícil, a tentativa é conseguir com que o nome de Lula chegue o mais próximo possível de outubro para que, em cima da hora, o partido posso sinalizar para seus eleitores que, já que eles estão com Lula, e Lula está sendo impedido de concorrer, então que votem em seu Vice, o Fernando Hadadd.

E por que eles não fazem isso já agora? Simplesmente porque, se fosse pedida a transferência de votos neste momento, ficaria muito claro, para a população, que o candidato é Hadadd, e não Lula. E aquele não tem um centésimo do capital político deste para disputar esse pleito.

Portanto, há de se concordar que essa, apesar de malévola, é uma tática bastante inteligente e não deve ser menosprezada por seus adversários.

Derrota esquerdista e o momento conservador

Photo-31-de-out-de-2016-1120.jpgCom a humilhante derrota sofrida pelos partidos mais radicais da esquerda, como o PT e seus aliados, nas eleições municipais de 2016, ficou muito claro que a melhor propaganda contra os socialistas é deixá-los se manifestar, deixá-los aparecer, até deixá-los governar. Depois de treze anos a frente do governo federal, o que o Partido dos Trabalhadores deixou como legado foi uma desconfiança absoluta nos seus métodos, em suas intenções e, principalmente, em sua honestidade. Se ainda saíram vencedores, principalmente, os candidatos da esquerda mais contida, isso não deveu-se, como quer dar a entender, por exemplo, o sempre comunista Roberto Freire, à inexistência de uma onda conservadora, que estava prevista por alguns analistas. Na verdade, apenas não houve uma enxurrada de eleitos de direita simplesmente por não se encontrarem no Brasil políticos relevantes de direita. Assim, é impossível para o povo votar em quem não existe. De qualquer forma, nas urnas, a população brasileira deu um recado claro: ela permanece conservadora, ainda que muitas vezes enganada pela avalanche de propaganda esquerdista que há décadas lhe assola. Portanto, não há melhor momento para políticos conservadores aparecerem no cenário. Apenas lamento que a direita brasileira ainda seja mais pródiga em criar personagens do que verdadeiros estadistas.

 

De que lado está Fernando Henrique Cardoso

FHC e LulaQuem não conhece a história política e o pensamento de Fernando Henrique Cardoso talvez tenha ficado um tanto surpreso com seu artigo, escrito para o jornal O Globo, no dia 4 de setembro. Nele, o ex-presidente deixa claro quais são suas convicções políticas e de qual lado do espectro ele se encontra.

Quem um dia imaginou que FHC pudesse ser um representante da direita, ou de um neoliberalismo, como os esquerdistas amam apontar, pôde constatar ali que se equivocou redondamente. Continue lendo

Mais que dois minutos de ódio

Não há melhor aglutinador de um grupo político do que eleger um inimigo comum, sobre o qual possam lançar todas as culpas. O nazismo fez isso com os judeus, o comunismo com os capitalistas e os maoístas escolheram a velha geração como os responsáveis por todas as mazelas do povo.

Aqui, no Brasil, está acontecendo a mesma coisa. Agora, quando tudo se voltou contra Dilma Rousseff e seu partido, o PT, eles não tiveram nenhum problema em escolher o seu demônio, sobre as costas de quem lançam todas os problemas do país.

Eduardo Cunha é o Emmanuel Goldstein, personagem do livro 1984, de George Orwell, escolhido pelo Partido dos Trabalhadores, sobre quem todos os males da nação são lançados. Como no livro, o partido convoca os militantes para expressarem diariamente o seu ódio contra o deputado, com a diferença que exacerbam os dois minutos do 1984.

Tal escolha vem bem a calhar para satisfazer a necessidade de um grupo de psicopatas que, como tais, jamais assumem seus erros. Podem até dizer, meio en passant, que houve falhas, mas são incapazes de listá-las, pois, como doentes que são, não conseguem perceber seus próprios erros.

Veja o caso de Dilma Rousseff, que, antes de ser afastada, deixou o país quebrado, com índices econômicos desastrosos, além de ter seu partido envolvido nos casos de corrupção mais escabrosos da história da república. Ainda assim, ao ser questionada sobre seu governo, ela simplesmente se esquiva de qualquer responsabilidade, deixando para os fatores externos os motivos do desastre e impondo sobre seu Goldstein a razão por não conseguir reverter o mal.

Essa transferência de responsabilidade e a incapacidade de assumir os próprios erros são características clássicas da psicopatia. Quando vemos, portanto, a presidente afastada falando como se tudo o que ocorrera de mal em seu governo não tivesse nada a ver com ela, não podemos deixar de observar que trata-se claramente de uma mulher que sofre de uma séria patologia. Mais ainda, quando observamos a militância agindo como ela, usando dos mesmos argumentos e apresentando as mesmas incapacidades cognitivas e perceptivas, descobrimos que a psicopatia é algo que não está adstrito ao âmbito do indivíduo, mas pode se espalhar por grupos inteiros.

É verdade que o que vem por aí, com o governo que se formou, não parece ser grande coisa. Não há nenhum motivo para esperar dele grandes e virtuosas ações. No entanto, uma coisa é certa: nos livramos de um bando de loucos, incapaz de perceber o mal que promove e que, permanecendo mais tempo no poder, nos levaria para o caos, da mesma forma como fizeram seus comparsas latino-americanos.

A verdadeira definição do governo petista

O governo petista pode ser, considerando suas trapalhadas, suas decisões equivocadas e sua atuação destrambelhada, definido assim: um bando de trapalhões voluntariosos, famintos por poder, que até aqui têm se mantido à frente do país muito mais por sua voracidade do que por sua competência, mais pela leniência dos supostos adversários do que por sua habilidade política, mais pela miséria cultural brasileira do que pela inteligência de seus líderes.

Uma declaração de guerra petista

Há muito tempo, cada sentença dita por qualquer líder do Partido dos Trabalhadores, incluídos a atual presidente da República e também o presidente anterior, tem se mostrado como uma declaração de guerra contra o povo brasileiro. Talvez, algumas pessoas não percebam, mas toda fala petista tem sido uma tentativa de mostrar que a maioria da população é golpista, elitista e preconceituosa. Sim, digo a maioria porque eles se dirigem contra aqueles que estão contra o seu governo e, segundo algumas pesquisas, isso já chegou a 90% da população. Agora, com o lançamento desse documento, chamado Caderno de Teses para o 5º Congresso do PT, a declaração de guerra não apenas fica mais explícita, como está documentada. Diante disso, não existe outra opção senão defenestrá-los do poder, antes que eles comecem com seus expurgos.

Um partido contra os trabalhadores

Muitas vezes as siglas, os símbolos e até os nomes são apenas uma fachada semântica existente para, ao mesmo tempo que transmite uma impressão aceitável e agradável às pessoas, apresenta, ainda que sutilmente, o verdadeiro propósito para o qual a instituição representada por ela existe.

Uma das denominações mais emblemáticas que existe na política brasileira é a do PT – Partido dos Trabalhadores. Oriundo de movimentos sindicais, apesar de não necessariamente idealizado por sindicalistas, o partido que hoje governa o país lançou-se no cenário político nacional e angariou os patamares do poder vendendo a ideia de que sua existência tinha como objetivo a defesa irrestrita do operário. Isso pareceu mais evidente quando, no seio de suas lideranças, ergueu-se alguém que realmente possuía uma origem operária.

Organizando greves, participando de negociações coletivas e denunciando abusos patronais, o partido da estrela solitária foi angariando simpatia, principalmente junto à massa operária que, diante do quadro político brasileiro elitista, acabou por identificar no PT uma sigla que poderia representar verdadeiramente seus interesses.

Com o crescimento do partido e sua participação cada vez mais ampla e efetiva na política nacional, outras bandeiras simbólicas foram agregadas ao discurso partidário, como, por exemplo, a luta pela ética contra a corrupção.

Apesar disso, o que realmente permitiu que o PT se mantivesse em constante crescimento e crescente absorção de adeptos foi sua imagem ligada diretamente aos trabalhadores, aos operários que labutavam 10 horas por dia nas fábricas e, segundo sempre aquela velha imagem propagada amplamente, são explorados pelos grandes conglomerados capitalistas.

Infelizmente, muitas ideias acabam sendo aceitas pelas pessoas porque a maioria delas não entende nada sobre política, ideologia e fatores sociais, sendo guiada, invariavelmente, pelas impressões mais imediatas. No caso, a impressão que o PT sugere é que ele existe para irrestrita defesa dos direitos dos trabalhadores.

Ocorre que a ideologia do PT é oficialmente marxista. O marxismo, por seu lado, jamais advogou a defesa dos direitos dos trabalhadores, como muitas pessoas imaginam. Na verdade, Marx tentou somente fazer uma análise da realidade econômico social de seu tempo, extraindo dela uma teoria da História, arriscando-se em previsões sobre o futuro da sociedade.

Os trabalhadores, dentro disso tudo, jamais foram objeto de defesa do alemão, mas eram vistos, de fato, como parte da manobra a fim de que a sociedade comunista idealizada alcançasse seus fins. Se bem que estes fins deveriam ser alcançados de qualquer maneira, por conta das forças históricas inexoráveis, a movimentação da massa proletária serviria, pelo menos, para que a roda da história girasse mais rapidamente.

O socialismo marxista não nasce, portanto, do propósito de defesa dos trabalhadores, mas da mera previsão de que estes, como participantes da inescapável luta de classes, seriam os protagonistas de uma mudança histórica que conduziria ao colapso do capitalismo.

Como escreveu Lenin, em 1913, na Revista Prosveschénie:

Ao aumentar a dependência dos operários em relação ao capital, o regime capitalista cria a grande força do trabalho associado (…) E a experiência de todos os países capitalistas, tanto dos velhos como dos novos, faz ver claramente cada ano a um número cada vez maior de operários(…) O capitalismo venceu no mundo inteiro, porém esta vitória não é mais que o prelúdio do triunfo do trabalho sobre o capital.

O que Lenin está dizendo é que o próprio capitalismo, com seus grandes conglomerados e supressão dos pequenos produtores, acaba criando a massa de proletários que será o fator essencial da própria derrocada do capitalismo.

Ora, se a sonhada sociedade comunista apenas poderá ser alcançada com o aumento do número de trabalhadores da própria máquina capitalista, não teria sentido seus utopistas impedirem que cada vez mais a massa de proletários cresça. Por isso, não faz sentido defenderem o pequeno capital, o pequeno empresário, o pequeno produtor, nem o trabalhador individual ou de pequenas empresas. Pelo contrário, para que a sociedade comunista seja implantada, é necessário que a exploração capitalista que eles tanto alardeiam seja estimulada e não detida.

Resumindo: para o alcance da sociedade comunista é necessário que antes os trabalhadores sejam explorados até a exaustão!

E aqui está a chave para a compreensão do significado da existência do Partido dos Trabalhadores. Por sua ideologia, fica fácil entender porque em seu governo os microempresários são cada vez mais extorquidos e os grandes grupos, inclusive financeiros, sempre mais favorecidos. O objetivo da política partidária mais ampla não é a melhoria das condições de trabalho, mas a vitória final do trabalho sobre o capitalismo. Isso, em linguagem ideológica, não significa nada menos que comunismo.

Quando Marx fez levantamentos de dados sobre as condições de trabalho dos operários, de maneira alguma seu objetivo era promover qualquer frente que reivindicasse melhorias no ambiente laboral. Eram, de fato, informações frias que serviam para sustentar sua tese e, de alguma maneira, fundamentar movimentos que insuflassem esses mesmos trabalhadores a movimentar a dialética histórica.

A tal ditadura do proletariado não é a elevação de meros operários à condição de senhores de seu próprio trabalho, mas um passo lógico, dentro da concepção histórica de Marx, para a superação da sociedade capitalista.

Por isso, dentro desse espectro marxista, os trabalhadores não são mais do que uma peça dentro da máquina ideológica que espera que o mundo capitalista acabe em ruínas

É nesse sentido, certamente, que deve ser entendida a existência do PT. Apesar de toda a simbologia apoiada na ideia de que o partido existe para defender os direitos dos trabalhadores, o que o ele busca é nada menos do que a realização do sonho socialista, que é o fim do capital.

E antes que o leitor desavisado pense que este articulista está exagerando, veja este vídeo extraído do 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores, onde o discurso afirma, textualmente, que o objetivo do partido é a superação da sociedade capitalista.

E antes que outros venham dizer que isso é impossível, que jamais o partido alcançará seus objetivos, saibam que algo ser impossível ou muito difícil de ser atingido não significa que alguns loucos não acreditem nele e não o busquem.

O PT acredita nesse sonho e oficialmente declarou que o busca.

Aqueles, porém, que votam no PT acreditando que ele é um partido que existe para a defesa dos direitos dos trabalhadores, deveriam saber que, para ele, o operário nada mais é do que a massa de manobra indispensável para fazer andar a roda da história a fim de que o sonho comunista se realize. Portanto, o trabalhador que defende o Partido dos Trabalhadores, crendo ver nele um protetor de seus direitos, não passa de um idiota útil da ideologia petista.