Concorrência na falsidade

As grandes corporações de mídia não estão incomodadas com a profusão de notícias falsas, por causa da essência enganadora que estas possuem. O que as está incomodando é sua perda do monopólio de mentir descaradamente e manipular à vontade seus leitores.

As pequenas mídias mentirosas fizeram, sem querer, um grande serviço. Trouxeram à tona a forma mentirosa como quase toda a imprensa trabalha.

O leitor, que antes acreditava em tudo o que a grande mídia dizia agora não acredita em mais ninguém. Além disso, passou a desconfiar inclusive daquela que antes era tida por fonte fidedigna de informações, mas que está cada dia mais claro que não passa de porta-voz dos interesses de seus patrões.

Gramsci devedor de Descartes

Sem dúvida, Gramsci obteve mais sucesso de que seus irmãos revolucionários. Enquanto estes, apesar de tomarem rapidamente o poder e até permanecerem nele por um bom tempo, viram ruir suas conquistas, com um castelo de cartas destruído por um sopro, o gramscismo permanece em sua lenta e gradual marcha pela hegemonia cultural e política, fortalecendo-se a cada dia, sedimentando cada vez mais suas bases.

Se destruir o comunismo fora uma questão de força e inteligência, acabar com a mentalidade formada por décadas de aplicação do método gramscista é algo bem mais complicado, pois envolve a capacidade de penetração na alma humana e alteração de suas visões e até percepções.

Mas Gramsci não obteria nada se já não houvesse, na mentalidade da sociedade, algum tipo de veneno, que servisse como preparador do espírito humano para recebê-lo. E tal foi ministrado, ainda no século XVII, por Descartes, que o mundo Ocidental moderno reconheceu como um pai.

Foi o pensador francês que, ao colocar o indivíduo, em sua subjetividade, em posição de vantagem em relação às conquistas coletivas da humanidade, na busca da verdade, ainda que tivesse a intenção de prepará-lo para o conhecimento, serviu mais para deixá-lo exposto à manipulação de quem soubesse entender a fraqueza do ser humano.

E parece até que Gramsci guardou a lição de Descartes, que chegou a escrever que não seria razoável que um partido tencionasse reformar um estado, mudando-o em tudo desde os alicerces e derrubando-o para em seguida reerguê-lo; nem tampouco reformar o corpo das ciências ou a ordem estabelecida nas escolas para ensiná-las (…) O melhor a fazer seria (…) retirar-lhes essa confiança, para substituí-las em seguida ou por outras melhores, ou então pelas mesmas, após havê-las ajustadas ao nível da razão.

E quem pode negar que a mais eficiente ação gramscista não foi mesmo minar a confiança que as pessoas possuíam em suas tradições, costumes e até em suas próprias percepções naturais, para depois insuflar nelas suas loucuras ideológicas? Ela, aos poucos, abalou tudo, porém, não oferecendo aquilo que, idealmente, Descartes pretendia, que era um suposto ajuste do pensamento à boa razão, mas, sim, deixando as pessoas abandonadas, à mercê de qualquer coisa que se lhes oferecesse como solução para o vácuo deixado.

Foi, então, nessa brecha aberta que começaram a passar as novas ideias, que, contudo, não passavam das mesmas velhas ideologias, apenas travestidas de novidade. Foi, assim, que Gramsci parece ter vencido, porém não sem ter de devotar a Descartes o louvor por ter preparado a alma humana para recebê-lo.

 

Manipulação em pele de respeitabilidade

lobo-em-pelo-de-cordeiroOs grandes veículos de comunicação estão profundamente comprometidos com uma visão de mundo completamente diferente da maioria das pessoas. E eles não se contentam em apenas acreditar de forma diversa, mas, cientes de suas força, usam seu alcance para causar verdadeiras mudanças na sociedade. Eles apenas não são mais explícitos quanto a isso, pois, se fossem, perderiam seu poder de influência. Como concluiu o professor Leon Festinger, depois de uma das suas experiências: “Se as pessoas não esperam que uma fonte de informação produza cognição dissonante, a informação terá maior impacto“. Portanto, ninguém deve se iludir com alguma fachada de respeitabilidade que alguns desses jornais e revistas ainda pareçam ter. Ela é apenas uma forma de não desvendar a verdadeira intenção que possuem.

Quem nega a manipulação?

ManipulaçãoA despeito de todas as evidências, basta alguém afirmar que o mundo de hoje está tomado por manipulações e ações invisíveis que logo é taxado de adepto de teorias da conspiração. As pessoas não se sentem à vontade com aqueles que trazem à tona realidades inconvenientes e que, sabidamente, estão além da capacidade do cidadão comum de controlá-las. Este é um mecanismo de defesa até compreensível, mas que não justifica a ausência de bom senso.

Negar que haja manipulação na sociedade atual é mais difícil do que aceitar tal fato. Basta pensar que as técnicas manipulatórias estão sendo desenvolvidas há quase um século e que seria de uma ingenuidade infantil acreditar que a posse desse conhecimento não seria usada em favor dos poderosos. Continuar lendo

O feminismo faz das mulheres inferiores

feminismo-fragilNão conheço uma força maior do que a da mulher. Por detrás de sua aparência frágil, de sua meiguice característica, reside um poder fenomenal. No entanto, tal domínio não se dá por sua capacidade física, mas por outro meio muito mais sutil e amplo, que é a sensibilidade.

E é essa sensibilidade que lhe permite fazer uso de meios que aos homens são praticamente inacessíveis. Por ser sensível, a mulher possui uma capacidade de encantamento, um poder de manipulação e uma força de atração impensáveis para qualquer representante do sexo masculino. Continuar lendo

Cultura do estupro: uma invenção feminista

Existem ideias e expressões que são postas em circulação e são fruto de uma irresponsabilidade sem igual. Muitas das pessoas que as repetem não param para pensar sobre as consequências do que dizem. Apenas seguem replicando-as, certas de que defendem algo razoável quando, de fato, amplificam uma injustiça e inverdade. Continuar lendo

A arrogância dos manipulados

Se o pensamento moderno privilegia o subjetivo, então seria normal que cada pessoa pensasse de um jeito muito peculiar. Se não é a realidade externa a autoridade, mas os conteúdos do pensamento individual, deveríamos testemunhar uma infinidade de manifestações absolutamente originais. O que vemos, no entanto, é apenas a repetição dos mesmos chavões e das mesmas fórmulas. O que acontece, então?

Obviamente, algo está sendo inoculado, desde fora, na mente de todas essas pessoas, fazendo com que elas raciocinem de maneira uniforme, tornando suas manifestações apenas um mais do mesmo infinito, sem nada que possa identificar qualquer criatividade, originalidade e mesmo identidade em alguma delas.

Isso só é possível, exatamente, porque elas acreditam que a realidade que importa é aquela que está contida dentro de suas cacholas. Como a realidade da experiência lhes é desprezível, elas não têm onde encontrar a explicação das coisas senão em si mesmas. Assim, aqueles que pretendem manipulá-las, sabem que não precisam fazer o esforço da alterar nada da realidade, que é resistente a qualquer mudança. Basta-lhes inculcar o que eles querem na cabeça dessa gente que, logo, elas começam a acreditar que tudo aquilo que foi colocado em suas cabecinhas nasceu de dentro delas, e não tardam a propagandear isso aos quatro cantos.

Como são arrogantes, acreditando que o que acham que sabem é a mais pura expressão da verdade, vão repetir o que lhes foi enxertado com ares de autoridade, com jeito de originalidade, com aspecto de certeza. Mal sabem elas que são apenas ratinhos de laboratório, programados para replicar tudo aquilo que seus engenheiros manipuladores determinarem.

E vão fazer isso alegremente, crendo serem a vanguarda da intelectualidade, o supra-sumo do pensamento, os representantes da mentalidade independente. Coitados! São apenas uns macaquinhos.

Os programadores de mentes

Um poder oculto se movimenta no seio da sociedade. Um poder impensavelmente grande, que é capaz de fazer homens distintos rastejarem. Uma força que sabe como acessar os recônditos do indivíduo e ali fazer o que bem entende. Talvez, muitas pessoas não saibam, mas todo esse poder está sendo desenvolvido pela Psicologia.

A Psicologia é uma ciência nova. O que são pouco mais de 100 anos para que uma área do conhecimento se desenvolva? E desde que os fisiologistas e psicofísicos decidiram trazer os estudos sobre a mente para dentro do laboratório, passaram a sonhar com uma verdadeira ciência, com sua estruturação e o encontro de respostas definitivas.

Pouco mais de um século passou e não há respostas definitivas. A nova ciência sequer chegou perto disso. Ela ainda vacila em conceitos, em determinações e compreensões sobre como funciona a mente humana e sobre o que é a consciência.

Apesar disso, o que parece até um paradoxo, não há campo do conhecimento humano que mais desenvolveu técnicas eficientes como a Psicologia. Como ciência ela falhou, mas como técnica é um tremendo sucesso. Se ela mal pode explicar o que ocorre no interior do ser humano, em sua mente e consciência, certamente ela aprendeu, de uma maneira muito eficiente, como provocar reações, como despertar pensamentos e como dirigir cérebros.

Os avanços técnicos psicológicos são, certamente, o maior poder que o ser humano já possuiu, em toda a história. Nenhum ditador, nem rei ou imperador jamais sonhou com tamanha concentração de força. O que os experts dessas técnicas adquiriram é algo muito maior do que qualquer pessoa poderia sonhar. De certa forma, os homens estão em suas mãos.

Há, nos círculos profissionais e pedagógicos uma euforia no uso desses conhecimentos. E não é para menos, pois, de alguma maneira, eles realmente funcionam. Os resultados são visíveis e imediatos. Mais ainda, alcançados sem grandes esforços. Os exercícios de programação mental agem como um demônio, que promete os reinos deste mundo. E, de algum jeito, ele cumpre a promessa.

É verdade que os resultados são temporários e não alcançam o profundo da alma humana. Mas, neste mundo superficial, quem quer ir tão fundo? O que importa é atingir as metas imediatas, fazer o que há cinco minutos parecia impossível. É por isso que uma multidão de jovens empresários, vendedores, funcionários de empresas e profissionais liberais estão deixando rios de dinheiro nas mãos desses programadores. Se é resultado que todos buscam, são resultados que obterão.

Muitos irão perguntar: que mal pode haver em tudo isso? Pergunta nada surpreendente em uma sociedade sem princípios. Para ela que apenas conhece a liberdade exterior, que não entende o que seja uma consciência liberta e que não vê qualquer conflito entre dizer-se independente e entregar sua mente nas mãos de um manipulador qualquer, perceber o perigo a que ela se está expondo é impossível.

Poucas pessoas têm enxergado a periculosidade dos trabalhos oferecidos pelos programadores de mentes. A vítima, neste caso, não é apenas o indivíduo em seus interesses mais pessoais, mas uma sociedade que está se acostumando a abrir mão de sua auto-determinação. A busca, cada vez maior, por esses grupos de manipulação mental apenas expõe uma característica evidente deste novo mundo: a completa ausência de preocupações com verdades mais profundas.

De fato, poucas coisas são tão certas em nossa sociedade do que sua disposição para entregar sua liberdade em favor de pequenos benefícios. Vendem sua alma por um prato de lentilhas.

Minha saúde te importa?

Parece que as gerações atuais sequer possuem noção do que significa o Direito à privacidade

O Ministério da Saúde, por meio da Portaria 763/11, determinou que todos os pacientes atendidos pela rede pública ou privada de saúde devem apresentar sua CNS – Carteira Nacional de Saúde, a fim de que todos os procedimentos sejam registrados, vinculando seus nomes, juntamente com o procedimento aplicado, aos dos profissionais de saúde que os atenderam e dos hospitais envolvidos.

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Quem conhece os nossos passos?

O Estado vai aumentando a extensão de seus tentáculos e, passo-a-passo, entra um pouco mais na vida privada de seus próprios cidadãos

Não são apenas a Apple e a Google que buscam incessantemente a posição de grandes invasores da privacidade alheia. Não poderia ficar de fora dessa briga a toda poderosa Microsoft. Esta, que já foi a maior empresa de tecnologia do mundo e hoje disputa para manter sua fatia (ainda gorda) do mercado, está investindo milhões de dólares em um sistema de monitoração pública, na cidade de Nova York (veja matéria do jornal Le Figaro).

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