Conscientização e intimidação

Nenhum ser humano normal acredita que a agressão, o roubo, a fraude e outros crimes são certos. Se os pratica, faz isso porque quer algo em relação ao qual as medidas punitivas (legais ou sociais) não são suficientes para detê-lo.

Quando um homem bate em uma mulher, por exemplo, sabe que está errado. Se faz isso, não é por falta de consciência, portanto. Ele apenas decide que as consequências do seu ato não são inibidoras do seu desejo de violência.

Por isso, não há nada mais inócuo do que as campanhas de conscientização que tentam convencer as pessoas a não cometerem crimes. Nunca ouvi falar de que, por causa delas, um bandido tenha deixado de praticar seus delitos; nem um violentador suprimido seus impulsos.

Antigamente, a pressão social podia exercer alguma influência, inibindo alguns homens de praticarem suas trangressões. No entanto, em nosso tempo, quando nada parece reprovável, existe apenas um fator de coerção possível: a execução da lei.

Somente quando o criminoso tem certeza da punição é que ele mede seus atos.

Logo, não sou contra as campanhas de conscientização. Porém, a única conscientização que eu acredito é naquela que torna o infrator ciente das consequências de seus atos. Em vez de falarem “não façam isso”, deveriam dizer “façam e serão devidamente punidos”.

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