O livro Ortodoxia, de Chesterton, é uma contraposição ao espírito filosófico da modernidade; uma resposta à sua artificialidade e à sua insanidade. O próprio autor confessa que, em sua juventude, foi contaminado por essa maneira de pensar. Explica que tentou desenvolver sua própria compreensão da realidade; buscou desenvolver suas próprias teorias; e acreditou que poderia…
Categoria: Textos
O Preço da Ordem e da Segurança
Muitos sonham com uma sociedade totalmente ordenada e plenamente segura, pois entendem a ordem e a segurança como valores absolutos. Ninguém pode negar que a ordem e segurança são necessárias, mas quando se tornam absolutas destroem nossa humanidade. Se tudo está ordenado, tudo é previsível, impedindo a manifestação da criatividade; se tudo está seguro, tudo…
DIREITO DE DUVIDAR | A importância da liberdade para questionar
Em outros tempos, os inteligentes eram os contestadores; sábios, aqueles que não se rendiam às imposições da cultura e não se conformavam aos modelos seguidos pelas massas. Hoje, as coisas mudaram. Para ser tido como inteligente é preciso replicar os lugares-comuns, falar o que todos falam, ratificar o discurso oficial. Não se pode mais questionar…
Verdade Sequestrada
A censura, hoje em dia, é velada e, ao mesmo tempo, ampla. Houve épocas que o próprio Estado praticava-a. Porém, os termos eram mais bem definidos. Não havia a defesa de uma verdade absoluta, como se faz agora, mas de um regime. Era como se o governo dissesse claramente: “nós acreditamos que certas ideias são…
Tecnologia e Poder
Sempre gostei de novidades tecnológicas. Desde jovem, estive na vanguarda dos usuários dos aparelhos mais modernos. Com o tempo, porém, meu entusiasmo pela tecnologia foi sendo ponderado pela consciência do papel dúbio que ela exerce: de facilitadora das minhas tarefas cotidianas e de arma de opressão nas mãos dos poderosos. A maneira como as invenções…
ESPERANÇA NA IRRACIONALIDADE | O caminho do mundo em direção à pós-modernidade
Vivemos a pós-modernidade! Mas, o que isso significa e como chegamos aqui? Essa rota tem início no Renascimento, quando os homens decidiram abandonar o transcendente como o centro de suas preocupações e colocar, em seu lugar, eles mesmos e a natureza que os cercava. O Renascimento, então, dá à luz a verdadeira oposição à perspectiva…