Os papéis sociais e a fragmentação da personalidade A maneira saudável de vivenciar os papéis sociais e manter a personalidade intacta

O exercício dos papéis sociais exige alguma fragmentação. Muitas vezes, precisamos assumir funções e atividades que não são totalmente compatíveis com nossas personalidades e interesses. Isso, obviamente, causa tensões e pode gerar algum tipo de frustração.

No entanto, dizer que se deve negar essa fragmentação é algo muito simplista. Ela, geralmente, é uma imposição da realidade social e fingir que ela não existe pode ser mais prejudicial do que seria aceitá-la.

Assumi-la plenamente, porém, também não é uma atitude saudável. Quem faz isso, não se torna muito diferente de um esquizofrênico, que cria diversas máscaras a fim de apresentar-se para os outros conforme as necessidades e as circunstâncias.

O certo é que a melhor maneira de lidar com essa fragmentação inexorável é vivenciá-la com inteligência e consciência, jamais deixando-se absorver por ela, mas, pelo contrário, tendo o pleno controle a partir sua própria personalidade unificada.

O importante é não permitir que esses papéis sociais assumam o lugar da personalidade real e se confundam com ela. O fato é que se alguém pretende manter a sanidade deve viver seus papéis sociais não como se fossem outras expressões de si, nem como outras personalidade, mas como roupas que se vestem, que não negam quem somos e apenas servem como instrumentos para que se possa transitar no meio social com mais desenvoltura.

A personalidade é única, as formas que ela pode usar para se manifestar, múltiplas. O erro ocorre quando confunde-se as duas coisas e as formas assumem ares de personalidade.

A personalidade sempre pode usar de formas específicas para manifestar-se. O que a personalidade não deve esquecer é de quem ela é e não deve jamais permitir que qualquer papel social se torne, de alguma maneira, um substituto para ela.

Publicado originalmente no Vida Independente

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O problema da concentração nos estudos

Muito do problema da inteligência se encontra na concentração. Às vezes, mais do que ter a capacidade de guardar os dados, é preciso ter a capacidade de absorvê-los adequadamente, e isso significa não permitir que elementos externos criem ruídos durante esse processo.

Isso porém não significa que o silêncio absoluto seja suficiente para garantir a melhor absorção intelectual seja do que for. Isso porque muitos dos ruídos não vêm exatamente de fatores ambientais, mas surgem do próprio cérebro de quem está tentando estudar.

Aprender como manter a mente exclusivamente direcionada para um único objeto é o grande desafio de qualquer intelectual. E, apesar de haver diversas técnicas que são apresentadas ao público periodicamente, ensinando como desenvolver a capacidade de concentração, não há nada que mantenha alguém mais absorto em um assunto qualquer do que o interesse, ou seja, do que o amor pelo tema.

Originalmente publicado em NEC – Núcleo de Ensino e Cultura

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O que dizem e o que é

Veja a contradição: aqueles que não têm ideais, nem professam ideologia, são tidos por mais egoístas, individualistas e indiferentes. No entanto, estes mesmos, pelo fato de respeitarem o interesse individual e entenderem que, por isso, não podem impor suas ideias sobre ninguém, acabam respeitando o senso comum, as leis e aprendendo que devem abrir mão de certas convicções em favor da paz social e do bem comum.

Por outro lado, aqueles que dizem ter ideais, e que defendem ardentemente alguma ideologia, são tidos por altruístas, como se fossem mais preocupados com os marginalizados e os desvalidos. No entanto, são exatamente estes que, para impor suas ideias de um mundo melhor, acabam por ignorar o senso comum, rebelando-se contras tradições e as leis, negando-se a abrir mão de quaisquer de suas convicções, determinando que o bem é aquilo que propõem e a paz é aquilo que oferecem.

Vê-se, portanto, que o que se diz sobre um tipo pode ser o exato oposto do que praticam de fato. Assim, melhor é começar a prestar menos atenção nos discursos e observar o que essas pessoas fazem de verdade.

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Influência feminina

É impressionante a constante histórica da existência, por detrás de grandes gênios, empreendedores e santos, de mulheres que serviram, não apenas de estímulo, mas de inspiração, quando não como verdadeiras conselheiras. Santa Mônica, Mrs. Adams, Ana Pimentel, Princesa Isabel, Mrs Ford, Mrs Edison, Ms Churchill, Mrs Schaeffer são alguns poucos exemplos entre muitos.

Inclusive, sugiro que alguém faça um levantamento das mulheres que influenciaram diretamente as grandes conversões ao cristianismo. Seria de arrepiar!

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Justa homenagem

Sou contra a retirada do nome de Paulo Freire do posto de patrono da educação brasileira. Na verdade, acho a homenagem justíssima. Isso porque ela coloca sobre o verdadeiro culpado a responsabilidade pelo que se tornou o ensino no Brasil. Eu é que não gostaria de ter meu nome vinculado ao analfabetismo funcional que reina no país.

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Duas formas de pensar

Toda a luta de ideias do mundo moderno é entre a forma de pensar natural, do homem comum, e aquela implantada artificialmente, por meio dos mais diversos tipos de ideologias e filosofias. Todas as outras disputas, religiosas, políticas, científicas e filosóficas, estão submetidas àquela.

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Via de mão única

Se alguém pode buscar todas as intervenções médicas e psicológicas para que seu corpo esteja de acordo com sua pisquê, que se identifica com o sexo oposto, quanto mais alguém que deseja simplesmente que sua psiquê esteja de acordo com o corpo do seu próprio sexo.

Em síntese: se a pessoa pode adequar o corpo conforme sua psiquê, por que não pode adequar sua psiquê conforme seu corpo?

Impedir isto é liberar apenas uma via de mão única. É puro preconceito.

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