Siga o dinheiro

O que motiva empresas privadas como Facebook, Globo e Folha de São Paulo a atuar constantemente contra os interesses de boa parte de seus consumidores diretos? Enquanto o jornal impresso tem vivido de fazer campanha descarada em favor de seus políticos preferidos e o canal de televisão não cansa de afrontar a moral do povo com o levantamento de bandeiras que deixam felizes apenas uma parcela muito pequena da população, a rede social entra com tudo na disputa política e, simplesmente, exclui páginas de pessoas que unicamente defendem ideias que têm o aval de milhões de pessoas.

Não esqueçam que, antes de tudo, essas são empresas privadas que sobrevivem de lucro. Quando vemos elas, contudo, tomando decisões que vão diametralmente para o lado oposto do pensamento de seus próprios clientes, só podemos concluir que só pode haver alguma fonte de renda que, para elas, é muito mais interessante do que o que podem obter diretamente de quem consome seus produtos. 

Só é possível concluir que há financiamento pesado e direto feito por entidades metacapitalistas e supranacionais. Está claro que tem gente colocando dinheiro grosso nessas empresas, de maneira que, para elas, valha a pena menosprezar os próprios consumidores em favor de ideias e bandeiras que firam esses mesmos consumidores frontalmente.

Para entender tudo isso, o conselho é: siga o dinheiro e você entenderá muita coisa.

Livre-mercado global

O livre-mercado pode ser abordado sob dois aspectos: nacional e global. No primeiro, tudo é muito claro. As empresas estão sob as mesmas regras, com a ressalva de alguns detalhes tributários regionais, e encontram, diante de si, os mesmos obstáculos e incentivos, a mesma liberdade e os mesmos entraves.

Quando, porém, fala-se em mercado global, as categorias certamente não são as mesmas. Considerando o princípio da soberania dos países, as empresas envolvidas nas negociações internacionais, apesar de obedecerem a algumas regras comuns, também estão sujeitas aos sistemas de seus respectivos países, que são obviamente diferentes, variando em seu nível de liberdade econômica.

Fica evidente, com isso, que não existe um livre-mercado, de fato, em nível mundial. O que há é um sistema de negócios que tenta colocar todos os participantes em um mesmo patamar, mas que, invariavelmente, encontra os mais diversos entraves e tratamentos diferenciados nas legislações nacionais.

Nesse contexto, é óbvio que uma empresa localizada em um país onde a liberdade econômica é menor, onde há mais tributos e as regulamentações são mais opressivos ficam em desvantagem, nesse jogo comercial global, em relação àquelas que se encontram em países onde o governo interfere menos em seus negócios

Portanto, chamar de livre-mercado esse jogo onde uns possuem mais vantagens competitivas do que outros, é possível apenas como analogia, não como verdade concreta.

Valores, fé e patriotismo

Entre a identificação nacional, fundamentada no nascimento em determinada faixa de terra, e a baseada em valores que são superiores e universais, fico com esta. É por isso que torço pelo sucesso daqueles que se apresentam contra as forças globalistas, anti-tradicionais, anti-familiares e anti-cristãs, ainda que sejam representantes de nações estrangeiras. A vitória deles é a minha, pois, de alguma maneira, estão promovendo valores nos quais eu também acredito. Não que eles, necessária e pessoalmente, encarnem esses valores, mas quando agem a favor deles se tornam mensageiros e promotores do que considero realmente importante.

Ainda assim, é óbvio que amo meu país. É aqui que estão as pessoas que mais estimo, aqui desenvolvi meus negócios, aqui travei meus relacionamentos e aqui fui, de alguma maneira, forjado pela cultura e ambiente que me envolveram. Porém, por mais que eu queira e trabalhe pelo melhor dele, não posso fechar os olhos para a sarjeta cultural e intelectual que nos encontramos, para o desprezo à inteligência e espiritualidade que reinam por estes lados, para a desesperança que eu percebo no olhar de cada brasileiro e para a sujeira e corrupção que tomou conta de quase cada recanto desta nação.

Diante disso, é impossível não me identificar com mais força com aqueles que defendem e acreditam nos mesmos valores que eu e os têm como caros, ainda que estando em nações estrangeiras, do que com quem nasceu e vive na mesma terra que eu, mas tem uma visão da vida diametralmente oposta à minha. Sou antes cristão que brasileiro, antes conservador que latino-americano. Posso defender a terra e a pátria e até dar meu sangue por ela, porém não quando ela estiver contra minha religião e meus valores mais importantes.

De qualquer forma, diante desse aparente dilema, me propus a duas missões: divulgar e promover aqueles que defendem os valores superiores, mostrando como suas ações são importantes e fazem diferença positiva na vida de todos e, ao mesmo tempo, tentar resgatar das trevas da ignorância e da baixa cultura o máximo de brasileiros que eu conseguir, ainda que seja um número ínfimo deles, por meio de tudo o que eu fizer e falar.

Acredito que assim dou provas de minhas convicções, mas também de meu patriotismo, mais até do que alguém que, a despeito de dizer que ama o Brasil, continua estimulando os brasileiros a permanecerem no lodo cultural e ideológico que se encontram.

A reação óbvia ao modelo globalista

Os analistas a favor da globalização não cogitam que essa onda antiglobalização talvez não seja contra a globalização em si, mas contra o modelo globalista implantado.

Até porque as pessoas não tem nenhum problema em participar de um mercado globalizado, de comprar produtos estrangeiros ou de ver os produtos do seu próprio país concorrendo com produtos de fora. O que elas não gostam é de perceber que esses mesmos concorrentes estrangeiros possuem vantagens e privilégios que os empresários de seu país não têm. Continuar lendo

A tática do caos na Europa

Na Europa, estão fomentando o caos social. A tática parece ser a seguinte: facilita-se a imigração, causando um choque cultural forte, importando o barbarismo árabe para um mundo que considera-se a última manifestação da civilidade, fazendo, assim, levantarem-se movimentos contrários, claramente xenófobos e com ideologias raciais, levando os países à beira da guerra civil.

Do caos instalado, tentarão capitalizar, talvez justificando a imposição de governos mais totalitários, talvez tentando destruir a direita, identificando-a, em um puro jogo de retórica falaciosa, com os grupos neo-nazistas ressuscitados dessa confusão.

O que surgirá disso tudo é uma grande incógnita, mas é certo que a destruição é o campo de atuação preferido dos grandes globalistas, onde acreditam poder moldar a civilização segundo seus critérios e interesses.

O que o Brexit mostrou sobre a mídia

BrexitA decisão do povo britânico pela saída da União Europeia está deixando em polvorosa muita gente que, até ontem, parecia defensora apaixonada da democracia e contra o centralismo autoritário. Agora que o Brexit venceu, o que eu mais tenho visto são analistas de mídia tratando a decisão do Reino Unido como uma loucura e até parece, segundo o que eles têm dito, que a Inglaterra vai entrar em um período de trevas e a depressão econômica será inevitável. E não são apenas aqueles jornalistas mais esquerdistas que estão inconformados com o resultado do referendo. Muitos liberais e ditos direitistas estão se lamentando copiosamente pelo que aconteceu. Continuar lendo

Minha saúde te importa?

Parece que as gerações atuais sequer possuem noção do que significa o Direito à privacidade

O Ministério da Saúde, por meio da Portaria 763/11, determinou que todos os pacientes atendidos pela rede pública ou privada de saúde devem apresentar sua CNS – Carteira Nacional de Saúde, a fim de que todos os procedimentos sejam registrados, vinculando seus nomes, juntamente com o procedimento aplicado, aos dos profissionais de saúde que os atenderam e dos hospitais envolvidos.

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Quem conhece os nossos passos?

O Estado vai aumentando a extensão de seus tentáculos e, passo-a-passo, entra um pouco mais na vida privada de seus próprios cidadãos

Não são apenas a Apple e a Google que buscam incessantemente a posição de grandes invasores da privacidade alheia. Não poderia ficar de fora dessa briga a toda poderosa Microsoft. Esta, que já foi a maior empresa de tecnologia do mundo e hoje disputa para manter sua fatia (ainda gorda) do mercado, está investindo milhões de dólares em um sistema de monitoração pública, na cidade de Nova York (veja matéria do jornal Le Figaro).

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A escravidão consentida

Diferente do imaginado por Orwell, essa tirania não está sendo exercida por meio de um poder imposto por algum governo soberano. Ela está ocorrendo dentro de uma liberdade plena de escolha

O jornal Le Figaro traz uma matéria que dá alguns detalhes da briga existente entre a Apple e a Google: Apple lance une application de plan face à Google Maps. Nela, o jornal francês apresenta a guerra que há, entre essas duas empresas de tecnologia, na busca de adquirir mais força no desenvolvimento de aplicativos que possuem a capacidade de colher dados de seus usuários.

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Os filhos do ambientalismo

Desde Rousseau, com seu Emílio, é possível perceber tal obsessão: a moldagem das mentes infantes segundo a visão de mundo de seus educadores

Desconfia de quem se mostra demais solícito com as crianças, disposto a ensiná-las nos caminhos certos da vida moderna e a discipliná-las em um pensamento coerente com o que há de mais politicamente correto. Não deixes teus filhos à mercê dos educadores, das políticas educacionais e dos currículos escolares; eles não existem para tornar tuas crianças boas, mas moldadas conforme à imagem e semelhança dos poderes deste mundo.

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