Extremamente covardes

Por detrás de quase todos os críticos do extremismo residem extremos covardes, que temem se comprometer com algo e querem ter sempre à disposição a possibilidade de escapar.

Ao atacarem o que chamam de extremismo, na verdade, estão criticando a convicção. Isso porque não suportam pessoas que sabem no que acreditam e defendem isso até o fim. Para os frouxos facilmente escandalizáveis, toda demonstração de certeza é uma agressão.

Até porque nem sempre a moderação é uma virtude. A moderação da verdade, do bem, da justiça, por exemplo, não pode ser tida como um objetivo a ser perseguido.

O extremismo que deve ser criticado é apenas aquele alcançado sem reflexão, sem prova, sem razão. O extremo, em si mesmo, não é errado, mas estar nele de maneira leviana e obtusa.

Se porém uma convicção é atingida após ter sido devidamente provada, que mal há em permanecer ali de maneira extrema?

Por isso, eu nunca me pergunto se alguém está sendo radical, extremista ou coisa do gênero. Minha única indagação é: o que ele defende é certo?

Vigor na irrelevância, placidez na importância

Nos assuntos mais irrelevantes, nos quais poderiam manter, para o bem da convivência social, aquela atitude plácida e conciliadora, as pessoas gabam-se de ser sinceras e mostram a mais firme convicção, chegando a defender suas preferências com grosseria e violência.

Nos temas mais importantes, naqueles que exigem firmeza de ânimo e coragem, porém, são vacilantes, e esquivando-se de pensar neles, preferem a omissão e a complacência.