A natureza espiritual maligna do marxismo

O marxismo é, de diversas maneiras, uma usurpação e uma paródia mal feita tanto da religião cristã, como da própria civilização ocidental. O que ele fez foi tomar tudo o que nosso mundo criou e desenvolveu e reter com ele, como se ele, o marxismo, fosse o possuidor legítimo de suas qualidades.

Foi dessa maneira que ele se apropriou da linguagem cristã, de sua moral e também de seu caráter salvífico, tentando substituir o cristianismo como solução viável para as necessidades e expectativas do ser humano. E tomou para si ainda o que a própria Europa ofereceu ao mundo, arrogando-se de herdeiro de suas conquistas. Tanto que, nas palavras de Lenin, “o marxismo é o sucessor natural da filosofia alemã, da economia política inglesa e do socialismo francês”.

Formou-se assim, respectivamente, o espírito, a alma e o corpo dessa entidade maligna que surgiu para enganar o mundo com sua promessa de redenção.

Quem acha que o marxismo é apenas uma ideia, engana-se redondamente. É bem mais que isso. Ele é uma manifestação espiritual, um produto dos tempos, um filhote de um cristianismo cansado e desiludido.

Por isso, atacá-lo apenas politicamente é tão inócuo como querer derrotar um demônio a vassouradas.

O espírito marxista precisa ser encarado em várias frentes, como ideia e como força política, mas também como poder invisível e sutil, o qual se vence com palavras e força, mas também com inteligência, jejum e oração.

Jesus não era comunista

Jamais deve-se esquecer que o discurso comunista é uma usurpação. O que ele diz não é sincero. É apenas uma cópia, diabólica, daquilo que o cristianismo já ensinava, porém, no caso do comunismo, sem qualquer aplicação no mundo real. É pura abstração. É apenas propaganda para enganar os trouxas.

O pior é que muita gente, diante da similaridade dos discursos, acaba por confundi-los, atribuindo o que é de um ao outro, fazendo, assim, uma tremenda confusão. Ao ouvir os comunistas falarem de auxílio aos pobres, criticarem os ricos, denunciarem a opressão, apontarem a injustiça e pregarem o distributivismo, retroagem aos tempos de Cristo e, ao se depararem com palavras semelhantes nos próprios Evangelhos, chegam a genial conclusão que, então, Jesus era comunista. Tomam o original e nomeiam-no com o título de sua cópia. É como se chamassem um verdadeiro Iphone de smartphone de camelô, só porque na banca do seu Zé ele tem umas imitações do aparelho da Apple que prometem cumprir as mesmas funções do original, apesar de sabermos que não passam de réplicas mal feitas e baratas.

Jesus não era comunista. Foi o comunismo que pegou as palavras de Cristo e, tomando-as como se fossem suas, esfarelou-as em uma paródia da verdadeira caridade cristã.

Quando alguém lhe disser que a Bíblia prega o comunismo, apenas responda: “eu acredito no original e não deposito minha fé em falsificações inferiores”.

Meritocracia ou liberdade

A ideia de que o capitalismo é baseado na meritocracia talvez seja mais uma entre aquelas criadas pelo seus adversários para desmoralizá-lo. A expressão meritocracia sugere um sistema pelo qual os esforços são recompensados, os talentos reconhecidos e o sucesso dos mais capacitados garantidos. Como isso é impossível, por razões óbvias, referir-se ao capitalismo como um sistema meritocrático serve apenas para fazê-lo parecer injusto e pernicioso.

Na verdade,  o capitalismo não é meritocrático de maneira alguma. Isso porque, para que fosse, precisaria ter total controle do processo de recompensas praticado dentro dele. Ocorre que o capitalismo é baseado, principalmente, na garantia da liberdade de transações entre as pessoas na sociedade. Em um sistema de livre comércio, o controle que se exerce sobre a economia é mínimo, impossibilitando qualquer garantia de justiça nos reconhecimentos dos méritos. Até porque, a partir do momento que os homens são livres para fazer seus negócios, nada garante que serão sempre justos e que sempre identificarão o que é melhor. Pelo contrário, homens são falíveis e estão sujeitos às mais diversas circunstâncias. Sendo assim, aqueles que alcançam maior sucesso nem sempre são aqueles que mais o mereciam.

O capitalismo, na verdade, tem como sua característica principal, não o reconhecimento do mérito, mas a garantia do livre-mercado. Isso significa que em um sistema capitalista as pessoas são livres para buscar sua felicidade da maneira como melhor lhes apraz, usando dos instrumentos que acreditam melhor lhes servir, sem uma interferência de qualquer poder externo. O que o capitalismo oferece, de fato, é a garantia da liberdade, não do reconhecimento.

Diferente do comunismo que, desde o princípio, suportado por suas ideias igualitárias, ofereceu“tomar de cada qual segundo suas capacidades e dar a cada qual segundo suas necessidades”. O que ele prometia, portanto, era que as pessoas ofereceriam conforme fossem capazes de contribuir e receberiam conforme precisassem, ou seja, o que cada cidadão de uma sociedade comunista deveria esperar é que seus esforços seriam tomados e recompensados de maneira justa, quer dizer, conforme seus méritos.

Se há, portanto, um sistema que baseou-se nos méritos para fundamentar sua sociedade foi o comunismo, não o capitalismo. Claro, que tudo isso em tese, porque, na prática, o que se viu nos países conduzidos por autoridades comunistas foi a tirania dos líderes e a submissão do povo.

Obviamente, que o comunismo não pôde cumprir o que prometeu porque é um sistema também dirigido por homens. E apesar de possuir um poder centralizado que, em tese, seria a única maneira de distribuir os méritos de forma controlada e justa, homens são falíveis e não podem garantir que farão justiça sempre. Além disso, já ficou demonstrado que toda tentativa de criar uma justiça econômica predeterminada está fadada ao insucesso. Basta observar como o delírio comunista provou que qualquer tentativa de planificar a economia, com a pretensão de justiça, foi o primeiro passo para tornar todos miseráveis, com exceção daqueles que estavam no controle do processo, que enriqueceram proporcionalmente ao empobrecimento de todo o restante da população.

Por tudo isso, a meritocracia não pode ser um fetiche liberal. Nada garante que haverá justiça na distribuição das recompensas. No entanto, uma coisa o livre-mercado pode garantir: que cada pessoa terá liberdade para, dentro de suas circunstâncias e capacidades, tentar encontrar o melhor caminho para sua prosperidade.

O comunismo e os idiotas que o sustentam

comicio-petistaO comunismo acabou? Então por que seu símbolo máximo, a foice e o martelo, tem sido exibido nas camisetas, bandeiras, bonés e faixas daqueles que estão inconformados com a saída do PT do poder? Se o comunismo não existe mais, esqueceram de tirá-lo da mente e corações de um monte de idiotas. Nas praças onde se reúnem, nos congressos em que participam, é muito difícil identificar qualquer referência às cores nacionais. No entanto, o vermelho sangue que representa o comunismo e suas vertentes é praticamente unanimidade entre todos eles. Só isso bastaria para saber que estamos tratando com traidores, com pessoas que querem apenas impor sua ideologia sobre o restante da população. Basta ver os símbolos que carregam para ter certeza que dar qualquer oportunidade para eles terem qualquer influência política é o mesmo que entregar a nação nas mãos de inimigos.

Vamos continuar fingindo que o papa e o presidente não apoiam o comunismo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e agora o papa católico Francisco se insinuam, insistentemente, aos ditadores cubanos Fidel e Raúl Castro, tratando-os como meros homens de Estado, como se fossem presidentes de uma república democrática como qualquer outra, como se fossem dignos de honra. Em nenhum desses encontros, se faz qualquer menção às violações dos direitos humanos, ao totalitarismo e à ausência de liberdade que sofre o povo cubano. Nem o presidente do país mais livre do mundo, nem o representante da religião que prega a liberdade do homem, sequer dão a entender que, naquela ilha, quem manda são dois ditadores. Apenas isso, já seria motivo de reclamações por parte dos americanos e católicos do mundo inteiro. Não bastasse, ambos enchem de louvores os crápulas cubanos. E por aí, as pessoas continuam a enganar-se a si mesmas, fingindo que é tudo diplomacia. Fingindo que não há uma aprovação explícita ao que é feito na ilha caribenha. Fingindo que Obama e Bergoglio não apóiam o comunismo.